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31 agosto 2011

desvio de 500 milhões de euros

crédito: instante fatal

Um _______ desvio ______ colossal ______ anunciado: “a Comissão Europeia confirmou hoje os “deslizes” nas contas públicas da Madeira na ordem dos 500 milhões de euros, que agravam o défice português em 0,3 por cento do PIB, e reclamou uma melhor monitorização para prevenir novas derrapagens”. (Público, 31.08.11)
Agora sabemos que metade do nosso subsídio de natal irá “colmatar o buraco detectado na região autónoma” – disse Passos Coelho”.
Eu gostava de insultar a desfaçatez de Alberto João… e como não posso ignorá-lo, dou-lhe a independência! Estou FARTO!!!!

30 agosto 2011

Last checkout for bohemia New York City

Helayne Seidman
É com profunda tristeza que assisto ao anunciado fim do Hotel Chelsea. O fim de um espaço vivido por pessoas, artistas, que o distinguiu no seio de New York. O fim de um local mítico. Fica a memória de ter partilhado, fugazmente, este local…
Jerome, Chelsea Hotel, 1994.

saudações…ao Jerome que simpaticamente nos saudava e à Rita Barros (nossa amiga dos bons tempos do Frágil) residente no Chelsea Hotel, New York.

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Last checkout for bohemia New York City - NYPOST.com

25 agosto 2011

Crónica de uma crónica inacabada

Esta crónica acabará conforme o título anunciado.
Tudo nasceu com uma conversa com um amigo jornalista que tinha falta de ideias para escrever uma crónica, a ser publicada. A manifesta falta de assunto será o preço da coragem anunciada. - Não mais papel e lápis; não mais computador; não mais ferramentas do meu trabalho. Vou jogar golfe!
Como eu o compreendo.
O que assola o acto criativo não é a adição de mais cores a uma paleta já exausta, mas sim encontrar o “tempo” que só os golfistas entendem: o balanço e o ritmo desejado. De maneira semelhante se passa na arte. A obsessão de uma perfeita harmonia é uma ligação indissociável entre a expressão e a cadência: não há figuras ou formas gratuitas sem expressão e estas sem proporção.
Admoesto todos os incautos nesta vã procura criativa, assegurem-se que o melhor é ir jogar golfe. Aos fogosos golfistas que não encontram o “tempo”, é preferível irem para casa escrever uma crónica, mesmo que, inacabada.
Em epítome: o estádio embriagado de um jogador de golfe por falta de diegese é preferível do que uma crónica inacabada.


Aos meus amigos, Joel Neto e Pedro Marques Lopes

P.S. O Luke Donald sabe do que eu estou a falar. Um artista, de formação, que faz do golfe a sua arte.

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24 agosto 2011

O desvio de Moedas

Carlos Moedas, Secretário de Estado Adjunto de Passos Coelho, explicou o desvio ____ colossal _____ do orçamento: dois mil milhões de euros que o Governo identificou na execução do Orçamento do Estado deste ano conforme os números da DGO. E para que não haja segundas interpretações Carlos Moedas recorre a um gráfico visual para decifrar o enigma: "estamos no ponto A e queremos ir para B, mas se, porventura, o nosso (dele) paradeiro for C teremos um “desvio” orçamental". Entendido?

Não há nada como uma explicação visual.
Primeiro, ficámos a saber que não há “desvio” nenhum. Segundo, haverá um “desvio” se o “Tio Moedas” for apanhar o Metro, linha azul, para a “Baixa-Chiado” e ir parar à “Pontinha”.

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23 agosto 2011

ODEIO liquidações totais!



A troika impôs a Portugal uma liquidação total para salvarmos a credibilidade da dívida. O nosso problema não está, somente, na dívida contraída mas sim na impossibilidade da sua solvabilidade. Precisamos de crédito. Precisamos, sobretudo, de crédito político de pessoas idóneas, capazes de defender a causa pública. Esperávamos ajuda, usurparam-nos o pouco que restava com valor. É como se chegássemos a uma aldeia transmontana e exigíssemos a venda do boi comunitário, alienássemos o forno da povoação e, por fim, desviássemos o galo do campanário. Há coisas alienáveis.


epílogo
ODEIO Liquidações totais! Comprei um guarda-sol ao preço da chuva.

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22 agosto 2011

"eurobonds"



Eurobonds

Por que é que a Angela Merkel, a Alemanha, está tão renitente à criação dos eurobonds?
Assistimos em mais de trinta anos da nossa democracia a uma chantagem política indecorosa do Alberto João Jardim, presidente da região autónoma da Madeira, em relação ao Governo da República. Aquilo que Alberto João diz e faz há muito que merecia uma reprovação dos mais altos cargos da nação. E não era uma condenação ética ou moral. Ele já insultou todos os portugueses e em particular os seus mais directos adversários. Ele já se dirigiu aos portugueses como os “cubanos” do continente, aos deputados como “bando de loucos”, aos opositores políticos como “traidores”, ao Presidente da República como “senhor Silva” e ao Ex-primeiro-ministro como o “senhor Pinto de Sousa”… Não obstante, ele não se coíbe a aconselhar os seus correligionários a apontarem os socialistas madeirenses dizendo "vai ali um traidor" e nem sequer hesitou em designar as bancadas da Assembleia Regional como "um bando de loucos".
O Alberto João não olha a meios para conseguir os seus fins. Ele injuria, enxovalha, chantageia, ameaça com uma hipotética independência, todos aqueles que, de algum modo, se intrometem no seu caminho político e no endividamento crónico da Madeira. Os contínuos perdões da dívida da Madeira pelos sucessivos governos de esquerda e de direita são o exemplo mais cabal do sucesso político de Alberto João Jardim. E o próximo perdão está aí… segundo a imprensa “o Presidente do Governo regional da Madeira diz que a região precisa urgentemente de dinheiro para pagar aos fornecedores. Num comício, no Porto Santo, Alberto João Jardim anunciou que vai negociar com o Governo da República um acordo para resolver o problema financeiro da Madeira”. (seguiremos com toda a atenção mais um colossal perdão à Madeira detectado).
Na política não vale tudo! É chegada a altura de dizer BASTA!
Angela Merkel tem medo de Alberto João Jardim e do exemplo que ele pode representar. Angela Merkel teme que a crise das dívidas soberanas, da emissão de eurobonds, e do sucesso da união europeia passe pelo perdão constante dos calotes das regiões autónomas, dos países, dos estados governados à maneira de um qualquer “autocrata” europeu.

17 agosto 2011

...a sardinha anda faminta, imatura e sem gordura.


Adoro sardinhas. Passo o ano a suspirar pelos santos populares para comer uma bela sardinhada. Levo o aforismo à risca: a boa sardinha só nos meses sem (r) erres. Porém, após diversas tentativas, este ano (de Maio a Agosto), ainda não pude saciar a gula de tão saboroso pitéu nacional. Não é que eu não tenha feito as diligências suficientes para encontrar uma casa de pasto condizente com a máxima “o que é bom é nacional”, mas porque a sardinha anda faminta, imatura e sem gordura.
O Álvaro foi a Madrid falar com o seu homólogo para lhe comunicar que o Governo português não tenciona continuar com TGV. O Álvaro é aquele senhor (parecido com um Koala, segundo a perspicácia do meu amigo galego Abad) que antes de ser ministro discorria no seu Blog (desmitos) sobre os mitos da economia portuguesa. Estou a dizer isto porque enquanto espero pela sardinhada, aqui na varanda à beira-mar, com cheiro a maresia observando os corpos semi-nus destes adoradores do sol deambulando entre um mergulho no oceano e a veneração ao astro rei, no lado oposto, um “plasma” vai dando notícias em roda pé: Merkel e Sarkozy propõem suspensão dos fundos a países com défices elevados; “George Soros considera que a Europa está em perigo”; e a notícia que mais me verga é que “nove milhões de euros saem do país todos os dias para paraísos fiscais”. Indignado, lanço de novo o olhar no oceano espraiando-se no horizonte…
Restaurada a confiança e já com a travessa das sardinhas na mesa vejo o Sr. Ministro Álvaro Santos Pereira a anunciar (em directo) que o “Governo tomará decisão sobre TGV em Setembro”…
Recordo-me da primeira medida faminta que o Ministro Álvaro Santos Pereira tomou quando chegou ao governo. Numa ânsia de mostrar pensamento político e económico resolveu visitar uma feira de artesanato sublinhando a beleza de uma peça por ele constatada. Este artefacto, por ele enaltecido, deveria acompanhar o seu séquito, sugerindo que se fizesse representar como imagem de marca deste “Portugal moderno”… a segunda medida, mais imatura, é que Portugal deveria transformar-se na Florida da Europa, promovendo a nossa hospitalidade, amabilidade, clima ameno, segurança relativa, a uma classe média nórdica reformada, quiçá, engrossando as listas de espera no nosso Serviço Nacional de Saúde… a terceira, e esta com mais convicção e preparo, foi o de dizer aos espanhóis que o nosso TGV é incompatível com o AVE espanhol. Este eufemismo é de minha autoria. Sou insuspeito porque sempre defendi que os custos de tais obras e os benefícios que dela poderíamos usufruir eram faustosos e nada condizentes com a modéstia da nossa economia, sejam elas cinco linhas como defendia o PSD em tempos idos, seja, somente, a obra em curso, uma linha de Lisboa ao Caia. Mas, o que o Álvaro queria dizer e não disse é que Portugal não tem dinheiro para a obra do TGV mas também não quer deixar de a fazer. Afinal, ficámos sem saber se as obras para o TGV vão continuar.
Devo-vos dizer que chegadas as sardinhas assadas alinhadas num prato de barro decorado, porventura, por ilustre artesão português, nada mais distraiu o meu palato a não ser os muitos aposentados de tez pálida a zurzir do aroma provocado. Uma meloa finalizou o repasto…
O meu último Lamento foi dito à empregada: as sardinhas ainda não estão boas, sem gordura, algumas moídas e a meloa não tem açúcar.
São espanholas. As nossas (sardinhas) só em Setembro é que devem estar gordas.
Não quero acreditar que o Álvaro ambicione um país com uma “indústria” de artesãos, de empregados humildes e submissos prontos a cuidar dos reformados europeus e de estarmos dependentes da agricultura e das pescas espanholas. Será este o nosso destino?



15 agosto 2011

Soros tem razão.

"Portugal e Grécia devem sair do euro, defende George Soros". in Público



Soros tem razão. Grécia e Portugal não têm condições de se manter na moeda única com uma economia débil e sem perspectivas de melhorias. Uma moeda forte dentro de um espaço económico fragmentado levará forçosamente à acentuação das desigualdades pré-existentes. Isto é válido para a União europeia assim como para qualquer região nacional. Não se pode exigir aos Açores, à Madeira ou a qualquer região do interior o mesmo desempenho económico das regiões mais ricas e produtivas portuguesas. Há aqui o princípio de solidariedade que me apraz registar e defender. Este primórdio que devia conduzir uma moeda única pressupõe que se adoptem urgentemente, em primeiro lugar, reforços democráticos das instituições da EU e, por consequência, os mecanismos de um federalismo fiscal. É indeclinável que se ultrapassem os nacionalismos egoístas transferindo competências fiscais e orçamentais para sectores transversais e de interesse europeu: Banco Central com poderes de emitir “eurobonds”, Forças de Segurança, Segurança Social, Saúde, Redes ferroviárias e rodoviárias transnacionais, por exemplo, deveriam ser da competência orçamental das instâncias europeias.
Se assim não for não vale a pena pedir sacrifícios aos portugueses com promessas vãs de dias melhores porque o Sr. Soros tem razão: Portugal e a Grécia irão sair da Moeda Única e da União Europeia.



P.S. nunca é de mais ouvir algumas verdades incomodativas:




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14 agosto 2011

Será legítimo propor uma redução da TSU?

“Poul Thomsen, o líder da missão da troika pelo FMI, diz que a proposta da instituição é de uma redução da Taxa Social Única (TSU) de seis a sete pontos percentuais e aplicável a todos os sectores.” In Público

Questiono-me sobre a utilidade deste corte e a sua efectiva vantagem no aumento dos postos de trabalho. Tenho lido e ouvido muitos dos empresários a dizer que um corte tímido na TSU não vai alterar nada significativamente: nos custos de produção e em encargos salariais. A timidez do Governo, no corte proposto de 3 pontos percentuais, é contrabalançada com a audácia da proposta da Troika ao sugerir (leia-se, impor) uma taxa entre 6 e 7 pontos percentuais (numa taxa de carácter social). Esta sim, uma medida que poderia aumentar os lucros das empresas e sobretudo das empresas a serem privatizadas.
Se de imediato o “buraco orçamental” de tal medida pode ser colmatado com o aumento IVA, levando às parcas reformas uma fatia substancial do seu orçamento, num futuro próximo estaremos a questionar o corte das reformas devido à insustentabilidade do modelo. As regalias e os direitos dos pensionistas e dos futuros reformados estão seriamente em risco…
Será legítimo propor uma redução da TSU em 7 pontos percentuais, com o engodo de criar mais postos de trabalho, e ao mesmo tempo subir o IVA em 17 pontos percentuais do gás e da electricidade (factores importantes nos custos finais dos bens transaccionáveis)?

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13 agosto 2011

discussão___longa___ e profunda.

"o vitor dixit"


O Vitor disse: "ontem o Conselho de Ministros teve uma discussão longa e profunda". (sic)
Confesso que não me agrada esta maneira informal e próxima de tratar os ministros simplesmente pelo nome, como se fosse uma conversa entre amigos. Mas o Álvaro deu o exemplo... e temo que, o ensinamento dado, a fazer escola, em breve possamos perder o respeito por todo o Governo.
Ouvi a Sua Ex. Sr. Doutor Vitor Gaspar, Ministro das Finanças, dizer que a reunião do Conselho de Ministros para aprovar o aumento do IVA do gás e da electricidade para 23% foi uma discussão _____longa _____ profunda. Porém, teremos que aguardar, todos nós, com expectativa, como se tratasse de filme de suspense, pela explicação detalhada do Sr. Ministro sobre quais as palavras é que faltam entre discussão, longa e profunda.
O que Sr. Ministro nos quis dizer, subliminarmente, é que a medida tomada com falta de discussão vai provocar uma recessão longa e a uma pobreza profunda.

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10 agosto 2011

andam a atear fogo...

Great Fire of London, 1666.

O estado letárgico em que nos encontramos após quatro dias de tumultos em Londres é só comparado com o estado de coma dos nossos timoneiros políticos preocupados, principalmente, com as notações das agências financeiras ou, então, com declínio dos Mercados Bolsistas mundiais.
É certo que os jovens indigentes britânicos que criaram o pânico em terra de Sua Majestade ateando fogo, destruindo, saqueando, nada têm em comum com os revoltosos da praça Tahrir (Egipto) ou com os sublevados da praça Kasbah (Tunísia). A motivação dos manifestantes insubordinados gregos concentrados na praça Syntagma não foi a mesma do que a dos indignados da Porta del Sol e, muito menos, da angústia da “geração à rasca” na praça do Rossio. Porém, há um denominador comum que os une entre eles: são vítimas de uma constante opressão do sistema económico-financeiro.

Os sinais de fumo estão aí.
Se já tínhamos ficado estupefactos com a celeridade em que se entregou mais 2 mil milhões ao BPN, dizendo-nos que não sairia um cêntimo do bolso dos contribuintes, agora estamos atónitos com a desfaçatez com que se entrega o Banco (por 40 milhões) e com o dever de ter que injectar mais 550 milhões para a solvabilidade do mesmo. Nós sabemos, que tínhamos de o vender (dar) porque necessitamos de cumprir a palavra dada à Troika. Outros compromissos se sucederão… noblesse oblige.

Como somos tão ligeiros em doar a uns e a surripiar a outros.
O Governo prepara-se para doar aos empresários parte da TSU (Taxa Social Única, dinheiro atribuído às reformas) defendendo que este gesto altruísta terá como finalidade a criação de novos empregos. Para colmatar a falta de receita sobrecarregará o IVA nos produtos essenciais. Esta medida “cega” vai fazer com que, indubitavelmente, sejam as classes mais desfavorecidas, mais uma vez, a pagar pelos “erros” políticos ou seja pela gestão nada cuidada da “causa pública”.
Surpreendam-se  todos aqueles que, ao longo dos próximos anos, possam assistir a uma classe média cada vez mais pobre e a uma pobreza no limiar da indigência. A imprudência política responsável por nos conduzir a estado de penúria será culpada pelo número cada vez maior de potenciais pirómanos.

Acordem! Acordem! Andam a atear fogo… a Londres!

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07 agosto 2011

a racionalidade dos cortes...


Segundo fonte do Jornal de Negócios os “governantes do G7 (grupo de sete países mais industrializados) vão discutir em breve formas de coordenar os seus BANCOS centrais para fazer face à agitação dos mercados financeiros” no seguimento de uma eminente agência financeira Standard & Poor’s ter  baixado a notação da dívida dos Estados Unidos de AAA para AA+.
Há aqui uma aparente contradição que não consigo entender. O poder político, os nossos governantes, vão coordenar os seus Bancos para controlar os “mercados financeiros”? Por que é que não controlam os “mercados financeiros” para fazer face ao desnorte dos Bancos centrais e das suas políticas?
Para ultrapassar esta incongruência, seria verosímil que o poder político pudesse ter a autoridade suficiente para regularem os, ditos, “mercados financeiros” através de uma independência económica e monetária. Ao invés, as nossas economias baseadas num contínuo crescimento, não sustentada, alimentaram a possibilidade de endividamento permanente tornando-se reféns dos financiadores. Há muito tempo que o poder financeiro se sobrepõe ao poder político… e o poder político se mostra cativo do poder financeiro.
Assim, inevitavelmente, a racionalidade dos fluxos dos capitais financeiros continuarão a escolher o rumo de maiores valias exigindo dos políticos a irracionalidade dos cortes necessários, nomeadamente na despesa pública e no aumento dos impostos, até ao limiar da indigência dos seus povos, como garantia do seu pagamento.
Temo que a ganância de uns e a falta de ideais políticos de outros possam contribuir para o fim da moeda única e da desagregação da união europeia…

06 agosto 2011

"far closer"

Andreya Triana, Far closer Live at Cafe Oto, London.

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If I could get far closer to you, far closer...

I'm brightly fading
Savouring the doubt
Your sonnets promising til I bail you of fear
I'm thinking about it
Clouding all over me like summer in June
Running away just get closer to you
To be nearer
I'm hiding behind it

But I can't deny
What I know in my mind
No I can't deny
What I feel inside

The love you gave me
On a silver spoon
Served me well and darling now I am full
I need something sweeter
I can't fight it
A familiar feeling I know that I've been through
Another time before me and you
I can't go any deeper, no
And I can't fight it

I can't deny
What I know in my mind
No I can't deny
What I feel inside

I can't deny
What I know in my mind
No I can't deny
What I feel inside

So if I can be far closer to you, then I might...

If I could be far closer to you, then I might...

But I can't deny
What I know in my mind
No I can't deny
What I feel inside

No I can't deny
What I know in my mind
No I can't deny
What I feel inside

I'm brightly fading
Savouring the doubt
Your sonnets promising til I bail out of fear
I'm thinking about it
Thinking about it...

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03 agosto 2011

a autofagia financeira

Acreditávamos numa finança sem rosto nem nacionalidade. Acreditávamos no poder regulador dos mercados. Acreditávamos na credibilidade dos Bancos. Acreditávamos na idoneidade e competência dos seus gestores. Acreditávamos no poder recreativo da finança com as suas múltiplas aplicações financeiras. Acreditávamos na bem-aventurança do capital. Acreditávamos nas instituições reguladoras e no poder político. Acreditávamos no recurso ao crédito ilimitado como fonte do nosso desenvolvimento. Acreditávamos num contínuo crescimento das nossas economias (leia-se, economia europeia incluindo a dos estados unidos) baseadas num contínuo endividamento. Acreditávamos no mercado globalizado como estratégia para as nossas exportações. Acreditávamos… até ao dia em que começamos a acreditar que as nossas dívidas, ditas “soberanas”, não podem ser cobertas pela nossa capacidade de gerar e produzir riqueza.
Chegámos a um ponto sem retorno. Todos queremos crescer e… a finança usurária não vai querer perder o seu quinhão.
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