Instagram

30 outubro 2011

ODEIO a mudança da hora!


ODEIO a mudança da hora! Já lá vão quase 24 horas e ainda não consegui acertar todos os relógios para a hora de inverno. ODEIO chegar às 18 horas e ser noite...

***

27 outubro 2011

"Conto consigo"

Convicção Política de Passos Coelho




Não é nenhum "outdoor" do PSD, mas podia ser. Não é fado, nem vil tristeza, é opção política.
Há estadistas, filósofos, cientistas, artistas, reconhecidos pelas suas “máximas” mobilizadoras de conhecimento. Haverá outros penhorados a “colossais” afirmações: “não vale a pena fazer demagogia, só vamos sair desta situação empobrecendo” afirmou Passos Coelho.

Não conto contigo

***

26 outubro 2011

O golfe é uma cacofonia


Advirto o incauto golfista que esta crónica não passa de uma cacofonia. É certo que só os amantes do golfe a podem entender. Mas não é menos verdade que qualquer golfista, que se preze, não possa dispensar o léxico intrínseco a esta modalidade. O golfe tem uma liturgia própria indissociável aos sons, às imagens, às interjeições ou, simplesmente, aos estrangeirismos utilizados. Recordemos a nobre origem do golfe e a etiqueta a ele associada: tal como a aristocracia intelectual inglesa, do século XIX, proferia frases em Latim na sua eloquência social, um distinto golfista deverá utilizar os termos originais deste desigual desporto. Como é chique dizer Golf (vogal aberta) e não golfe (vogal fechada); como é elegante dizer que tem um set of golf clubs e não um conjunto de tacos; torna-se também distinto utilizar o glossário do golf correctamente quanto mais não seja a sua sonoridade. Foi esse o nosso propósito glosando nesta crónica, doravante, e simplesmente, a sonoridade fonética das palavras inglesas. Assim, todo o leitor deverá manter a precaução devida, juntar os amigos à sua volta, ler este texto em voz alta, abstraindo-se da imagética das palavras.
Aroeira golfe corse foi o local escolhido. Começámos nos beque naine. Após dois freches eres no ti de saída o meu amigo alertou-me: - este campo é difícil. Se esta frase pertence já ao domínio das anedotas do mundo do golfe, elas continuam a surpreender-nos todos os dias: “este jogo é de (para) loucos!”
Do ti ao féruei com objectivo de atingir o grine em reguleichen é a alegria e ou a tristeza que se alterna consoante a sequência, associada ao sucesso ou insucesso, dos chotes dados. Um gripe mal feito, um beque suingue sem ritmo e a inexistência de rilise resultará num foloutru com consequências imprevisíveis. Foi o que aconteceu; uma bola batida em haidró, depois de ter imprimido saidesepine, sofreu um lefetequique ao encontrar um péssimo lai, e estalou-se no azarde, sem direito a fridrope. Poderia lamentar-me do draive usado, sem ter feito o fitingue recomendado: um chafete extra setife de 75 gramas, com pouco torque, e um lofete de 8,5 graus é tudo que o meu “tempo” não consente.
Um penalti strouque prontamente sinalizado pelo meu adversário e uma tentativa desesperada de jogar em panche, para chegar o mais perto do buraco, foi a minha terceira pancada. Seria razoável ter feito um laiape estratégico. Ao invés, um naice chote agressivo, em feide, e a bola anichou-se junto à fringe, mesmo pine ai, no lado esquerdo do grine. De seguida um aproche mal executado, um divote profundo arrancado às entranhas abengrine, e a bola dentro do banquer. – chite
Já no grine, reparado o piteche marque, um longo pâte, cheio de seloupes no percurso, tornava tudo complicado. A bola ainda fez uma gravata ficando quase a cair: um tapine e o bogui foi o secore mais ajustado.
Não sabem como odeio estar deprimido.
Há jogadores que no grine vêem laines, hiles, seloupes, bampes; eu só apanho depressões!


***

25 outubro 2011

Andy Goldsworthy


Dandelion flowers, 1985

Sou um grande admirador da “land art” e entre os artistas destaco, entre muitos, a singeleza de Andy Goldsworthy.

***

24 outubro 2011

Promessas, mentiras em poucos Passos



Um político impreparado ou sem convicções?
9:58 é o tempo de duração destas "Promessas, mentiras e vídeo".

23 outubro 2011

Não se paga! Não se paga!

Photo ©Simona Di Raimondo

Não se paga! Não se paga!
Estas palavras de ordem ecoam na minha memória, não de activista militante, que nunca o fui, mas, da luta pela sobrevivência, da miséria dos trabalhadores subjugados, dos dramas sociais vivenciados, dos escrúpulos religiosos arreigados no subconsciente colectivo, que poderiam ser os nossos. Registo a abordagem irónica da realidade desmontada pelo jogo do absurdo e da comicidade. Sobressaio o olhar mordaz e irónico sobre os problemas de uma sociedade na qual os menos favorecidos são sempre os mais penalizados.
Não se paga! Não se paga!” poderia ser a palavra de ordem de todos os indignados contra os desvarios económicos e financeiros perpetrados em Portugal, por toda a Europa (e não só). Da visão turva de alguns políticos que não enxergam mais do que a ponta do dedo quando se lhes aponta uma estrela. Na ausência de planeamento a médio e a longo prazo coerente com os desígnios nacionais, se os houvesse. Em Governos sucessivos que mais se assemelham a talhantes esquartejando a vaca do pobre que é o seu sustento. Da miopia estratégica assente numa económica baseada na destruição dos meios produtivos em detrimento do fomento do conhecimento aplicado às empresas e aos produtos, incentivando o empreendedorismo aliado aos projectos saídos das universidades. Na proliferação de mangas-de-alpaca na função pública e em todos os pequenos poderes autárquicos e governos regionais como forma de perpetuar clientelas afectas ao poder político. Das parcerias pública/privadas onde as regras de jogo pendem só para um dos lados: o privado. Da contínua intoxicação da opinião pública do que é preciso é menos Estado, mas quando os problemas ocorrem no sector privado é dever do Estado acudir, leia-se, financiar, para não contagiar a economia. Nos egoísmos nacionais e regionais, explorados pelos grupos políticos mais radicais, que não entendem que é no espírito solidário que as nações se tornam mais coesas e fortes. De uma globalização económica que só favoreceu as apátridas grandes indústrias e grupos financeiros em detrimento do bem-estar das suas (nossas) populações. Da desmesurada ganância do sistema financeiro canalizando os seus recursos para produtos de engenharia financeira, duvidosa, e para investimentos especulativos que se revelaram desastrosos. Por tudo, isto… assistimos à inoperância da política e dos políticos em tomar medidas assertivas para salvar o colapso financeiro europeu. A resposta só pode ser POLÍTICA. Uma maior integração Federalista europeia, um governo económico, uma política comum solidária nas áreas de interesse estratégico europeu: política económica e monetária, grandes redes de transportes, segurança, e segurança social.
 Não se paga! Não se paga!” era o título de uma peça de teatro (de Dario Fo, Teatro do Bairro Alto: Estreia 09/01/81) muito divertida que nos ajudou a reflectir sobre a natureza do ser humano e que pode ser aplicada à actualidade vivida.


***
Neste dia de reunião do Conselho Europeu espero ouvir o "perdão" total da dívida soberana grega.

Helena Vieira da Silva


Saint-Fargeau (1965)

Leilão em Paris da colecção de Jorge de Brito. O quadro de Vieira da Silva foi vendido por 1,5 milhões de euros (um recorde de artista português(?)).

***
Fonte: Público

22 outubro 2011

21 outubro 2011

A violência é obscena, pornográfica.


Assistimos todos os dias a um dos fenómenos mais alarmantes nos meios de comunicação social portuguesa que é a crescente difusão e generalização da violência. A exploração de tais fenómenos e a falta de tratamento noticioso transforma-nos numas bestas indiferentes à dor, ao sofrimento, à morte, em suma, insensíveis a uma violência obscena. Ela é-nos servida ao almoço, ao jantar, a todas as horas nobres do espectro televisivo. Longe vai o pejo dos movimentos moralistas que vociferavam contra o “pato com laranja” como forma de expiação dos nossos pecados. O erotismo não é violência e a violência continua a negar-nos.
Não há dia nenhum em que imagens como a morte de Kadafi sejam exibidas com o prévio anúncio orgástico: “as imagens que iremos transmitir poderão chocar os telespectadores mais sensíveis”. Um apelo repetitivo ao longo do programa noticioso aumentando a curiosidade mórbida dos fiéis espectadores garantindo-lhes o clímax desejado.


[não publico nenhuma imagem da morte de Kadafi]



A julgar pelos níveis de audiência


***
 

20 outubro 2011

Amadeo Souza-Cardoso


Barba à guise, Amadeo Souza-Cardoso, 1916.

Segundo o DN,  o quadro "Barba à guise cabeça", um óleo sobre cartão de Amadeo Souza-Cardoso, foi arrematado por 122 mil euros num leilão de venda de Arte Moderna e Contemporânea em Lisboa.
Numa sala cheia, no Palácio do Correio Velho, em Lisboa, o lance da noite chegou por um comprador ao telefone. O valor base do pequeno quadro de Amadeo Souza-Cardoso (24,5X19 cm) de 1916 era de 120 mil euros.
A confirmar que os investimentos em arte são os mais seguros e lucrativos.


***


sensus extremus



Ensurdece, demasiado ruído
Apaga, demasiada proximidade
Cega, demasiada luz
Regela, demasiado frio
Enfraquece, demasiada liberdade
Incomoda, demasiado prazer
Desagrada, demasiada melodia
Paralisa, demasiada beleza
Ofusca, demasiada perfeição
Enlouquece, demasiado pensar
Corrói, demasiado sentir
Anestesia, demasiado amor
Abala, demasiada verdade
Gasta, demasiado tempo
Arte é demasia
Proporções desmesuradas do sentir
Não sentimos os excessos
É como se não existissem, eles ou nós.



***

19 outubro 2011

Haja pudor





Não deixa de ser pungente o facto de Passos Coelho e o seu Governo sofreram um “uppercut” do Presidente da República que criticou o facto de só funcionários públicos terem cortes nos subsídios de férias e de natal.
Já não há limites para a vergonha. E a culpa continua parasita do poder. Fomos apanhados na encruzilhada da avenida dos safados com a praça da alegria.
Haja pudor!



***

18 outubro 2011

Vitor Gaspar apresentou a galinha dos “ovos surpresa”.

A entrevista dada por Vitor Gaspar à RTP1, ontem à noite, foi esclarecedora do desconforto de um académico quando confrontado com uma prova oral. Retiremos toda essa carga nervosa do momento e do entrave que ela provoca no examinando. As explicações que justificam o OE para 2012 proposto pelo Governo foram algo esfarrapadas. Não é que o moderador fosse acutilante, nem sequer um “expert” de economia, mas quando interrogado em questões mais concretas, as respostas do Sr. Ministro foram atabalhoadas, pouco esclarecedoras e algo acintosas com alguns estratos da sociedade. O que os portugueses estavam à espera do Ministro das Finanças não era de um “Kinder Surpresa”, mas sim de medidas de equidade e de razoabilidade nas propostas alvitradas: e foram surpreendidos com um OE’12 que cria maior empobrecimento das famílias, mais desemprego e uma recessão mais profunda.



Numa altura em que é reconhecida a falta de polícias, de médicos, de enfermeiros, de professores, de juízes, na melhor protecção das populações, como pode o Sr. Ministro equacionar o despedimento de 100.000 funcionários públicos ou negociar a sua rescisão contratual? Claro que não! O que é necessário, segundo o ministro, é diminuir a despesa pública retirando-lhes o subsídio de férias e de natal. Parece óbvio! O que não parece óbvio foi a falta de resposta, gaguejando, bebendo água, sacudindo a mosca que persistia incomodar, para a singela pergunta: como explicar aos pensionistas do regime geral da Segurança Social, de 600 euros, o corte de um subsídio?
Ficámos a saber que um dia os trabalhadores das empresas privadas serão reformados do Estado e chamados também ao sacrifício patriótico. Claro, se exceptuarmos os antigos titulares de cargos políticos que vão escapar ao esforço adicional de austeridade que será exigido aos funcionários públicos e pensionistas que ganhem mais de mil euros.
A economia de um país não se cinge a contas de merceeiro registadas num rol sebento a duas colunas (Crédito e Despesa) existem imponderáveis que um Ministro deveria ter a ousadia de antecipar cenários provocados por medidas tomadas. A diminuição do poder de compra, abrupta, da classe média em 30% arrastará a economia na sua globalidade para limites da sua insustentabilidade e, quiçá, para a falência de muitas empresas. O incumprimento forçado por tais medidas, de acordos já estabelecidos com as mais diversas instâncias de crédito e por compromissos com as empresas de prestação de serviços, levará a poupança de uma classe média, motora da economia nacional, ao mais óbvio: ao seu colapso.
O Orçamento Geral do Estado para 2012 é uma autêntica galinha dos “ovos surpresa”.


***


17 outubro 2011

Deseja com ou sem IVA?

IVA suportado no dia-a-dia vai poder ser deduzido à factura fiscal.

Segundo o Jornal de Negócios, “os contribuintes vão poder deduzir até 5% do IVA que suportem ao longo do ano em despesas como restauração, por exemplo”.
Estamos mesmo a ver o Sr. Manel, proprietário da Casa de Pasto, com lápis na orelha e a fazer as contas num bocado de guardanapo a perguntar: deseja o prato com ou sem IVA?

***

15 outubro 2011

O mapa da indignação


No discurso ao País, Pedro Passos Coelho argumentou que a derrapagem orçamental vai obrigar a um "esforço redobrado" para cumprir as metas do défice. Nesse sentido, o Governo decidiu avançar com medidas fortes e estruturais a partir do próximo ano, tais como a de cortar o 13º e 14º meses à Função Pública, ou seja, os funcionários públicos e os pensionistas do Estado vão ficar sem subsídio de férias e de Natal para sempre (interpretado por alguns analistas como medida temporária, até 2013).
Não há nada mais errado do que criar a ideia de que os trabalhadores por conta de outrem têm subsídios de férias, de Natal, de alimentação, de deslocação, etc. Todos os subsídios efectivos são objecto de negociação e de contratualização fazendo parte do seu vencimento. Longe vai o tempo em que os trabalhadores auferiam somente as gorjetas dadas pelos clientes ou ficavam à mercê do empregador em poder remunerá-lo de uma forma casuística pela época do Natal.
O que o Passos Coelho deveria dizer e não disse é que o “nosso inexorável destino” é de ficarmos mais pobres, por convicção política, começando pela Função Pública, alastrando-se em réplicas sísmicas para toda a sociedade portuguesa. Pobres mas honrados, miseráveis mas produtivos porque teremos que ser mão-de-obra barata. Quando o nosso nível de vida se assemelhar aos dos países do terceiro mundo regressaremos ao crescimento económico, certamente. Os portugueses parecem condenados ao pesado fardo da dívida e à estagnação ou crescimento lento, aumentando a desigualdade e a possibilidade de conflito social.
O aumento de meia hora de trabalho por dia decretado pelo Governo é um bom exemplo como o poder político não entendeu que o aumento das horas de trabalho, numa altura em que as empresas o que desejam é despedir trabalhadores, é uma forma de provocar mais desemprego: e se o entendeu, o que nos quer dizer é que a nossa economia deverá basear-se numa mão-de-obra barata, desqualificada, à semelhança dos países emergentes. Um tecido económico que deixa na rua os mais qualificados (Designers, Artistas, Engenheiros, Informáticos, Cientistas…) é uma economia que não tem “valor acrescentado” e esse “valor” não é quantificável em horas de trabalho, mas em capacidade de inventar e reinventar.
A marcha da indignação marcada para hoje (15 de Outubro) em múltiplas cidades do mundo, com maior incidência na Europa, é realizada por “marginais”, muitos deles extremamente qualificados, que não se revêem nos políticos nem nas políticas praticadas. São (somos) vítimas dos excessos financeiros e da inépcia política que não consegue fazer o “Up side Down”.
Parecem condenados…


P.S. não gostaria de ver, na marcha, nenhum acomodado...


***

14 outubro 2011

"O sol quando nasce não é para todos"

Caros amigos,

 
Acabo de receber o veredicto da injustiça política e mundana: CULPADO!
Fui acusado de crimes que nunca cometi.
É com pesar e tristeza que vos anuncio que a amizade cultivada ao longo destes últimos anos irá sofrer, de certo modo, cortes alheios à minha vontade. Para fazer face à decisão anunciada vou fazer repercutir, contra a minha vontade, os pesados cortes no consumidor final: no culto da nossa amizade.
  • Restaurantes
  • Bares
  • Jantares fora (só em dias de aniversário)
  • Escapadinhas de fins-de-semana (acabou)
  • Jornais e revistas (ler somente a caixa alta na informação on-line)
  • Compra de livros (um de 3 em 3 meses compatíveis com o orçamento)
  • Cinema
  • Teatro
  • Concertos
  • Televisão (acabou os canais por cabo)
  • Sporttv
  • Sporttv Golf
  • Golf (só no driving range)
 

 
Nota: esta lista estará em constante actualização.

13 outubro 2011

“J’ accuse”!

Carta ao Sr. Primeiro-ministro


“J’ accuse”


Há portugueses e portugueses. E nos dias que correm, de crise económica, olhamos uns para os outros com desdém e culpa a eles associada. É nestes momentos em que a semelhante natureza dos homens se demarca dos hábitos praticados. Uma espécie de “lei da selva” em que prevalece a ordem do mais forte. Uns são vítimas, os outros são os culpados dos desvarios económicos praticados por terceiros: uma espécie de “ordem terceira” de “leigos portugueses” que, sob a capa do manto diáfano, vão apontando para os incertos culpados.
“J’ accuse”! Todos os funcionários públicos obesos que exauriram e exaurem os cofres do estado.
Permitam-me enumerar alguns exemplos: o caso da administração dolosa do BPN e dos seus colaboradores, a falência do BPP (Banco Privado Português), os usurários banqueiros que em negócios e em parcerias com o estado obtiveram regalias e lucros só comparáveis ao prometido por Dona Branca, a ganância de alguns bancos em comprar dívida pública ignorando os riscos, os insondáveis buracos encontrados no Governo Regional da Madeira, as múltiplas empresas municipais cujo serviço público é de duvidoso interesse, as obras de regime sem articulação com as prioridades manifestadas, os negócios pouco transparentes entre as empresas privadas e o estado… por tudo isto, “J’ accuse”!

 Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. Mes nuits seraient hantées par le spectre de l'innocent qui expie là-bas, dans la plus affreuse des tortures, un crime qu'il n'a pas commis”.
Émile Zola


***


11 outubro 2011

Dinamarca, 2 - Portugal, 1

Portugal, digo, a equipa da Federação Portuguesa de Futebol perdeu BEM com a congénere Dinamarquesa por 2-1. Não me perguntem porquê. Mas uma equipa que joga com Eliseu, João Pereira, João Moutinho, Carlos Martins e Hélder Postiga, não pode almejar alguma vitória.
Paulo Bento, um bom timoneiro é aquele que não guarda rancor, gere pessoas, sublima os melhores: os amigos são para outras ocasiões. Espero que tenha aprendido a lição…


***

10 outubro 2011

Discurso da vitória...


“Os próximos anos serão difíceis e são o resultado do descalabro dos interesses económicos, políticos e financeiros de ______", afirmou um líder político, prometendo luta contra "o liberalismo capitalista em que está mergulhado o nosso País". E, por isso, disse que "face a este liberalismo selvagem vigente impõe-se o intervencionismo disciplinador do Estado nos meios financeiros, a fim de alavancar a economia". Num parco e desconexo discurso, adiantou que é contrário a que sejam pedidos mais esforços e "medidas discricionárias" aos autóctones do que aos restantes concidadãos. "Não contem comigo para o politicamente correcto".
Baralhados?
Não foi Hugo Chaves, não.

09 outubro 2011

08 outubro 2011

Prometeu e não cumpriu!

Prometeu, JORDAENS, Jacob, 1640. 245x178 cm.




Prometeu e não cumpriu! Prometeu, representante da vontade humana encetou o roubo do fogo e incendiou as hostes divinas. Mas quem é esta criatura maravilhosa que nega venerar os deuses e se prontifica a fazer dos homens a sua própria imagem? Perdoem-me a arrogância metafórica em comparar Prometeu à incapacidade humana de prometer. A impetuosa vontade de se rebelar nem sempre é sinónima da simplicidade da revelação. Insisto, prometeu e não cumpriu! Estou farto de bocejos, de promessas vãs mesmo que sejam párias da rebeldia anunciada.
Começo a ter dó da “alta prestação” do Álvaro. O Ministro da Economia prometeu levar o Plano à AR, mas não pôde cumprir. Segundo o DN, “As críticas foram tão fortes que até o Governo tremeu”… (o denegrido espectáculo, assistido na Assembleia da República, foi confrangedor. A agressividade do moderador, presidente de mesa, pautou-se por uma insolência manifestada nada harmónico à casa que o albergava).
O fulgor apenso do ministro da economia, nas mais diversas aparições nos “media”, deixavam antever uma dislexia entre a vontade de mostrar as suas ideias e a ideia de se mostrar. Averbámos algumas dificuldades no registo do seu pensamento acompanhadas por contrariedades na leitura política da sua mensagem. A modéstia sugerida no seu trato é igual às propostas alvitradas para a economia portuguesa: uma economia sem valor acrescentado, centrada no artesanato, na prestação de serviços e sem conseguir descortinar, ainda, o rumo a trilhar.
Encetei várias tentativas de “zapping” para apagar o solfejo por ele provocado: dó, ré, mi, fá, só, lá, si, Álvaro.



***

07 outubro 2011

Rose is a rose is a rose is a...




Rose is a rose is a rose is a rose
Loveliness extreme.
Extra gaiters,
Loveliness extreme.
Sweetest ice-cream.
Pages ages page ages page ages.




Gertrude Stein's, Sacred Emily, 1913 e publicado em 1922



***


06 outubro 2011

Loukanikos, um animal político



Loukanikos, um animal político

Desde 2008 que o Loukanikos (salsicha em grego) se dedica a participar nas manifestações de protesto que decorrem em Atenas. Ou os europeus têm consciência da força de Loukanikos e perdoam a dívida, ou veremos as próximas manifestações do ponto vista canino. Loukanikos já não pode “apertar o cinto”. Loukanikos está sem emprego. Loukanikos não tem nada para comer. Loukanikos não tem rigorosamente culpa nenhuma do sistema corrupto grego, da fuga ao fisco, dos patriotas armadores com as contas na suíça, da falta de rumo político que o atirou para as ruas de Atenas… os fiéis caninos gregos não pagarão a crise!
Loukanikos espera a cidadania europeia ou ser adoptado por Angela Merkel ou pela primeira-dama francesa, Carla Bruni.


***



Nota: hoje é o dia do animal.

13 Most Beautiful Songs for Andy Warhol's Screen Tests


***

05 outubro 2011

VIVA a PULGA!

5 de outubro, dia da implantação da República.


***
12:30 horas


Passados 101 anos da proclamação da República…
Retive do discurso eloquente do Sr. Presidenta da República Aníbal Cavaco Silva o seguinte: entrámos no segundo século com _____ colossais. Não cabe a mim (PR) descortinar culpados, pois dias difíceis se avizinham. Quem é favor usa gravata verde, quem é contra usa vermelha, os indiferentes “adesivos” podem usar qualquer cor (excepto a azul, não vá a monarquia ressuscitar). Os sans-culottes venerem a Pulga que é a coisa mais bela da res publica.

A fazer fé na iconografia saída deste dia o espectro político vai passar a ser reconhecido pelos: gravatas verdes (direita), gravatas vermelhas (esquerda), os daltónicos políticos com gravatas neutrais e os sans-coulotes (descamisados, maltrapilhos, indigentes) sem representação.



Nota:
“____” - Leia-se: buracos, desvios, corrupção, etc.
Pulga – Ilda Pulga, modelo inspirador do busto da República. (escultor Simões de Almeida)


***

04 outubro 2011

Eu te excomungo!


 
Sou oriundo de um “país” chamado “Trás-os-Montes”. Local onde a palavra dada é superior a qualquer atestado notarial e onde a honra vale mais do que qualquer riqueza material. A dignidade de um transmontano é a sua pátria: uma vaidade comparável à designação de origem. Os transmontanos até podem não ter eira nem beira mas orgulham-se do seu berço: dos valores morais recebidos.
Mas o que há em comum entre dois transmontanos mais mediáticos do momento: Isaltino Morais e Duarte Lima? Ambos os protagonistas a braços com a Justiça, por supostos crimes, vieram à liça defender a sua honorabilidade, a sua origem.
Acompanhamos já algum tempo a saga desta história, e mesmo que a proveniência dos crimes seja distinta, a ganância de um (Isaltino Morais) e o monstruoso maquiavelismo do outro (Duarte Lima), ela têm um ponto comum, a vil cobiça.
O caso de Isaltino Morais, julgado em última instância, no Tribunal Constitucional, foi considerado CULPADO. Culpado até ao momento em que se descobriu um erro processual, nada substantivo, e saiu em liberdade.
No caso de Duarte Lima, católico confesso, deve agradecer à vida e às preces divinas o simples facto de ainda estar vivo após doença do foro oncológico. Quem melhor poderá reconhecer o valor da Vida? Não quero acreditar que este homem possa ter cometido tal crime hediondo: a morte de Rosalinda Ribeiro. Todavia, há um dado objectivo, reconhecido, em que Duarte Lima deverá justificar-se: a transferência de 8.000.000€ (oito milhões de euros) da sua cliente para uma das suas contas na Suíça. A apropriação de tal montante não será, certamente, os honorários abonados por serviços prestados por parte do advogado.

A Justiça poderá perder-se em meandros processuais, em contínuos adiamentos, em recursos sistemáticos e, quiçá, prescrever pela inépcia jurídica. Porém, continuamos a pautar-nos pela “justiça transmontana”: pela minha parte, eu vos excomungo!





03 outubro 2011

As touradas de Miguel Sousa Tavares

É sabido da paixão que Miguel Sousa Tavares nutre por certos prazeres hedonistas e outras tantas práticas desadequadas ao comportamento de um homem delicado. É conhecida a sua posição sobre a Lei que proíbe o tabaco nos restaurantes e ou em recintos fechados: ameaçando-os com a perda de tão ilustre figura. Chama a esta proibição, uma medida fascizante, porque atenta contra a vontade individual de dispor do destino segundo o seu desejo. Insurge-se a favor das touradas porque estas estão “enraizadas culturalmente e dão emprego a muitas pessoas”. Alega em causa própria as inúmeras personagens do meio artístico cujas touradas e o touro foram objectos de inspiração e de paixão: Pablo Picasso, Salvador Dali, Ernest Hemingway e tantos outros. Defende a caça porque em primeiro lugar é caçador, e porque se não fosse esta prática “desportiva” a fauna já teria desaparecido, como, porventura, irá desaparecer os touros (nobre animal) se as touradas de morte acabarem.
Defende-os com obstinação mas sem galhardia.
As práticas culturais enraizadas em certas regiões não podem de per si ser justificação para tais comportamentos. Elas acabam quando a força da razão, do amor pelo próximo, aniquilam o gáudio mórbido ostentado na morte pela morte. Seja ele um animal ou uma simples planta.
Sr. Miguel Sousa Tavares, eu poderia recordar-lhe práticas ancestrais de sacrifícios realizados em prol de uma qualquer divindade; do deleite contagiante no Fórum romano; do prazer estampado nos espectadores assistindo a mais um auto de fé, no Terreiro do Paço, com humilhação de heréticos e apóstatas em lume brando. Como é do conhecimento de vossa excelência a afluência da populaça, aos actos da santa inquisição, era maior nos dias mais ventosos na baixa lisboeta: o vento ao retirar o vórtice da chama do condenado prolongá-lo-ia a uma morte mais lenta e penosa. O povo rejubila…
MST, todos nós matamos seres vivos para nosso sustento. O que nos separa, e é muito, é que não abato nenhuma árvore, nenhuma flor, e muito menos um animal, com o sentimento de júbilo sem nenhuma utilidade vital à nossa sobrevivência. Sou contra todo o gáudio obtido no sofrimento, na morte, de um qualquer ser vivo: seja ele um animal ou planta.




01 outubro 2011

Dia 1 de Outubro – abertura oficial da CRISE


As contas da luz e do gás vão ser mais caras a partir de hoje, com a subida da taxa de IVA de 6 para 23 por cento.
O Governo decidiu antecipar a sua aplicação para 1 de Outubro para ajudar a colmatar os desvios (as gorduras) nas contas públicas. Encontrado mais um buraco nas contas da Madeira (mais de seis mil milhões) levou o Governo a decretar, neste dia, o início de uma longa crise.
Esperemos que as autonomias dadas e o desejo crescente de uma regionalização, transferindo autonomia para “regiões artificiais”, não alimentem novas “oligarquias” cujo desfecho económico é sempre imprevisível.


***

Um Logotipo para os Direitos Humanos


Equal arms
 "Equal arms" é o meu preferido.
Estão a concurso vários trabalhos para eleger um novo Logotipo para os Direitos Humanos.

LOGO Vencedor

***