Instagram

05 dezembro 2011

Crise do €uro



Europa navega sem rumo. A última cimeira de Merkel e Sarkozy é a mais cabal demonstração do egoísmo regional e da falta de ideias políticas para defender o Euro e a União Europeia. Assim, com estes timoneiros estamos predestinados a naufragar mantendo indiferentemente a banda a tocar.
Merkel e Sarkozy ainda não entenderam que estamos no mesmo barco – chamado União Europeia - e que ao pequeno rombo no casco nem os passageiros no convés se salvam.
“Merkozy” defendem que para salvar o euro devem os orçamentos dos países serem controlados pela EU (sancionando os prevaricadores) e não devem ser deficitários, caso contrário serão lançados borda fora. Do ponto de vista franco-alemão é compreensível, ou melhor, de uma certa política egocêntrica sugando as parcas economias periféricas parece evidente. O que não é claro é o silêncio dos “vassalos europeus” com economias desiguais não erguerem a voz em favor de uma maior integração apontando um caminho comum: uma partilha económica, fiscal e social.
Como podem os portugueses, num mercado globalizado, com uma moeda forte (euro), serem competitivos?
Como é possível o desbulhe da parca economia que nos resta, por imposição dos nossos credores?
Como é possível haver paraísos fiscais no seio da União Europeia?
Como é possível a uma economia anémica obter crédito a juros mais altos do que os parceiros europeus?
Em suma, não é possível a economia de um país da União Europeia assentar em pressupostos desiguais. E muito menos termos como desiderato os salários terceiro-mundistas, ou em sistemas de segurança social “asiáticos”, para sermos competitivos.
Ou estaremos nós condenados, como o proclamado por Passos Coelho, a empobrecer forçosamente?
***