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31 dezembro 2012

2013, Roda da Fortuna

Roda da Fortuna (pintura francesa, 1503 - Bibliotheque Nationale)
A Fortuna é cega (vendada) mas na roda da sorte só a nobreza está em jogo
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BOM ANO

30 dezembro 2012

FOTO E FRASE DO ANO

Um livro sobre Salazar acompanha Passos Coelho. Público on-line
«Não estamos a pôr porcaria na ventoinha e a assustar os portugueses». Passos Coelho


Custe o que custar...
Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados
Governo não exige “de mais” ao país, diz Passos
Passos nega mais impostos e recusa "pôr porcaria na ventoinha"
o executivo não se pode comportar como uma "barata tonta"
que se lixem as eleições
...
O sacrifício é redentor

29 dezembro 2012

Cristina Esteves

Cristina Esteves
Um "pivot" que é uma mais-valia na RTP. Cristina Esteves apresenta-se hoje deslumbrante, não fora aquele decote estar um pouco assimétrico.
Um final de ano 2012 brilhante...
 

27 dezembro 2012

Dadaístas e Construtivistas

Max et Lotte Burchartz, Peter Röl, Hans Vogel, Lucia et Laszlo Moholy-Nagy, Alfred Kémény, Alexa Röhl, El Lissitzky, Nelly et Theo Van Doesburg, Bernard Sturtzkopf, Werner Graeff, Nini Smit, Harry Scheibe, Cornelis van Eesteren, Hans Richter, Tristan Tzara, Jean Arp



26 dezembro 2012

A carta do Pedrinho




A carta do Pedrinho


"Já aqui estivemos antes. Já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos, já demos aos nossos filhos presentes menores porque não tínhamos como dar outros. Mas a verdade é que para muitos, este foi apenas mais um dia num ano cheio de sacrifícios, e penso muitas vezes neles e no que estão a sofrer."



A mais comovente afirmação (literária) neste ano de 2012

11 dezembro 2012

Coroação de Maria

Coroação de Maria
Igreja de Santa Maria Maior, Roma. Século XI
 

Isabel Jonet

Depois dos mal-entendidos, Isabel Jonet desdobrou-se em justificações entre o que queria dizer e não disse e o que disse e não queria dizer. A culpa foi do ruído verificado. Agora a responsável pelo Banco alimentar contra a fome veio precisar o seu pensamento:
"Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social" Isabel Jonet

Nesta simples frase reside a nossa discordância: é que Isabel Jonet quer substituir o Estado pela caridade, pela acção pessoal, e nós queremos substituir a caridade pela solidariedade do estado, digo, de todos nós.
 

09 dezembro 2012

A Fertilidade e o divino

Vénus de Willendorf, 25.000 a 22.000 a.c.
Ísis amamentando Hórus, Novo Império (egipcio)1570 a 1070 a.c.
Mãe de Deus, ícono do século V, Igreja Santa Maria Nova, Roma
Virgem Maria, Pintura do século XII-XIII, Igreja S. Silvestre Quirinal, Roma

07 dezembro 2012

FELIZ NATAL, 2012

Fragmento da Virgem e o Menino
Pintura do século XII-XIII
Igreja S. Silvestre Quirinal, Roma
 
Desejo-vos um Feliz Natal de 2012.
De hoje até ao Natal colocarei as mais belas obras de Arte da Virgem e do Menino
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02 dezembro 2012

XIX Congresso do PCP

Foto: Alberto Frias

Acabou mais um congresso do PCP, o décimo nono. Revisitaram-se teses antigas com premente actualidade. Idolatrou-se o grande líder, carismático, Álvaro Cunhal. Renovaram-se os ideais comunistas. A tecnologia desempenhou o seu papel ao lembrar o momento para “inserir a cassete”…
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30 novembro 2012

um roubo bem acompanhado

«O homem conhecido como "solitário", acusado de roubar 20 instituições bancárias (incluindo o BPN) com uma réplica de arma e de se ter apropriado de 152 mil euros, foi condenado esta sexta-feira a uma pena de 11 anos de prisão efectiva pelo colectivo de juízes que o julgou nas Varas Criminais de Lisboa» – noticia hoje o jornal o Público.


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Por um breve momento lembrei-me de um desvio de vários mil milhões de euros no BPN, de um roubo supostamente bem acompanhado.

Moral da história: mais vale acompanhado do que solitário.

20 novembro 2012

"Mobilidade especial"

Foto: www.dinheirovivo.pt

Vítor Gaspar quer acabar com 1 em cada 7 funcionários do estado em 2013 ao propor 40 horas ao invés das 35 horas semanais actuais «como estímulo à produtividade. E para promover a adopção de comportamentos activos que fomentem o reinício de funções irá proceder à redução dos valores de remuneração auferidos pelos trabalhadores que se encontram em situação de mobilidade especial, de 5/6 para 2/3 na fase de qualificação, e de 2/3 para metade na fase de compensação.» Finda a fase de compensação dará lugar ao despedimento?
Está em cima da mesa (em discussão) a célebre máxima liberal de que é preciso menos estado para termos mais estado: sendo necessário redefinir as funções do estado e dos serviços que o estado deve (obrigado) manter. Em última análise, segundo a cartilha liberal, o estado deveria manter somente as funções de segurança, justiça e sustentar a classe política, tudo o resto os privados fariam melhor (poderei concordar com tal princípio). Passos Coelho e Vítor Gaspar assentam as suas políticas nestas premissas esquecendo-se que ao empobrecer o país, sobretudo a classe média, retira qualquer veleidade à iniciativa privada, aos empresários, ao capital, investir nos sectores onde o estado assegura os mais diversos serviços sociais: ninguém investe onde não há mercado e se, por absurdo, o estado sair das empresas públicas de transporte (Carris, Metro, CP…), do serviço nacional de saúde, da escola pública e entregá-las aos privados, estes ajustarão os custos ao justo valor. Assim, só com uma sociedade próspera a ideologia de Passos Coelho e Vítor Gaspar poderia ter acolhimento. O caminho defendido pelo Governo vai em sentido contrário, levando ao empobrecimento dos portugueses não dando lugar, seguramente, à iniciativa privada. Neste sentido, numa economia pobre a proposta de Vítor Gaspar promoverá certamente um tecido social ainda mais pobre, inicialmente na função pública e por contágio nos trabalhadores em geral, e muito parco em iniciativa privada, em empreendedorismo. O ciclo recessivo parece interminável. O liberalismo de Passos propõe-se “refundar” o estado mas quando batermos no fundo não teremos “mobilidade especial” para sair dele. Senhor primeiro-ministro um país próspero não necessita de tanto estado; um país pobre necessita de mais estado.
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13 novembro 2012

Passos Coelho é um mitómano.


Dizer a verdade é um sofrimento para quem tem mitomania. Passos Coelho é um mitómano. Ele esconde-se atrás da capa da verdade mas não oculta o seu sofrimento. Na última conferência de imprensa, no forte de S. Julião da Barra, o “bom aluno” padece em frente à pendida professora, afirmando: “o deficit deste ano vai ser de 5%” – desviando-nos 0,5% dos objectivos traçados inicialmente pela troika.
As contas voltam a não dar certo e Passos Coelho sabe-o. O Banco de Portugal prevê que este ano o deficit orçamental real, sem medidas temporárias, fique nos 6,2% do PIB, acima do previsto pelo Governo. Passos Coelho sabe-o, mas mente. Passos Coelho sabe-o desde que apresentou o OE para 2012 e que a austeridade proposta, novamente, no OE de 2013 levará inevitavelmente a mais penúria, mais deficit, mais dívida pública. Foi avisado pelas mais distintas e insuspeitas pessoas. Passos Coelho conta histórias ao mesmo tempo que acredita nelas. Este distúrbio tem origem na supervalorização das suas crenças em função da angústia subjacente que é, também, uma forma de consolo. Passos Coelho é um mitómano.
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Steve Reich

Clapping Music

10 novembro 2012

Alexandre O'Neill, Abandono Vigiado


...
Em aberto, em suspenso
Fica tudo o que digo.

E também o que faço é reticente...

:
Introduzimos, por vezes,
Frases nada agradáveis...

.
Depois de mim maiúscula
Ou espaço em branco
Contra o qual defendo os textos

,
Quando estou mal disposta
(E estou-o muitas vezes...)
Mudo o sentido às frases,
Complico tudo...

!
Não abuses de mim!

?
Serás capaz de responder a tudo o que pergunto?

( )
Quem nos dera bem juntos
Sem grandes apartes metidos entre nós!

^
Dou guarida e afecto
A vogal que procure um tecto.


Alexandre O'Neill, Abandono Vigiado, 1960

07 novembro 2012

06 novembro 2012

26 outubro 2012

Crime disse ele...

DN

«"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções", referiu Pedro Passos Coelho.
Falando em Viana do Castelo, durante um jantar promovido pelo PSD de Barcelos, Passos Coelho sublinhou que o país precisa de uma cultura de responsabilidade.
"Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se", referiu.
Para o líder social democrata, "não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados "andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles".
"Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?", questionou.»

Nós também nos questionamos...

 

23 outubro 2012

Peter Greenaway's Darwin

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19 outubro 2012

Hold your horses, 70 Million


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18 outubro 2012

explicit, 1998

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17 outubro 2012

Agrilhoados ao €uro, amarrados à Europa.



Agrilhoados ao €uro, amarrados à Europa.
Devo fazer um pequeno preâmbulo e começar por dizer que a passagem de ano de 2000 para 2001 foi uma das noites mais felizes da minha vida: a entrada em circulação da moeda única (o euro) em Portugal. Sou um acérrimo defensor da União Europeia, da moeda única e paladino de um Federalismo Europeu. Acredito, porque revejo-me na matriz cultural greco-romana; aceito a influência do catolicismo e da igreja católica na fundação dos valores estruturantes da cultura europeia observáveis no românico e no gótico, por toda a Europa; admiro o homem da renascença, na procura do conhecimento e no retorno aos valores clássicos; apregoo o universalismo das descobertas, do desvendar dos novos mundos ao Mundo patente no esplendor exuberante da talha dourado do Barroco; cortejo a época das luzes, do iluminismo, do enciclopedismo, do hedonismo profano do Rococó das festas e da intimidade galante; broto da revolução francesa (Liberdade, Fraternidade e Igualdade) e do juízo estético de Kant – do belo persuasivo; coloco-me no romantismo como contraponto à estética neoclássica com o enfoque no eu e no retrato da beleza da Natureza; exalto o niilismo nietzschiano assente no triunfo do indivíduo e na emoção; detenho-me nos nenúfares de Claude Monet, nos girassóis de Van Gogh, e em todas as obras impressionistas, em suma, na arte moderna; estou amarrado aos manifestos vanguardistas europeus do século XX, que nos colocou no centro do mundo, tanto nos melhores como nos piores momentos: isto sou eu, isto somos nós, isto é a EUROPA.
Falo-vos de Arte, falar-vos-ei agora da melhor obra de arte: a União Europeia. E, neste sentido, o que presidiu à criação da União Europeia (UE) foi uma união económica e política de 27 Estados-membros independentes.
Paralelamente ergueu-se um Banco Central Europeu (BCE) responsável pela moeda única da Zona Euro cuja principal missão foi e é a de preservar o poder de compra do euro, assegurando assim a estabilidade de preços na respectiva zona. Ergueu-se toda a estrutura do sistema financeiro e a sua protecção: descorou-se as pessoas, o povo europeu. Fizeram tábua rasa dos seus direitos sociais, da sua identidade, da sua cidadania. Onde param os ideais saídos da Revolução Francesa: “Liberté, Egalité, Fraternité, ou la mort!”?
Numa altura de crise financeira e das dívidas soberanas procuram-se culpados, instigam-se os nacionalismos, promovem-se os egoísmos. - “Nós não somos a Grécia”, “nós não somos Portugal”, nós não somos… eles não são europeus.
Chegamos à maior encruzilhada da nossa existência como projecto europeu. E as perguntas que se impõem são as seguintes: onde pára a política e a solidariedade inscrita na génese da UE? Como pode o BCE financiar o sistema financeiro a uma taxa actual de 0,75% e estes exijam 4,3% (taxa média pedida pela Troika a Portugal) a países endividados? De que lado se posiciona estas instituições incluindo o FMI uma organização internacional, constituída pelos mais diversos países incluindo europeus, que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira?
Socorrer os povos endividados fruto da má governação perpetrada por políticos sem visão, nem estratégia, ao longo das últimas décadas, com a conivência e estratégia dos nossos credores, não é culpa só dos seus cidadãos.
A União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (troika) estão a castigar-nos de uma forma cruel. Portugal deverá pagar um total de 34.400 milhões de euros em juros à “troika”.
Assim, não! Assim, não sou europeu! Assim, não quero a moeda única, o euro!
Só me sentirei europeu quando olharem para mim sem o estigma da pobreza: exigir de Portugal que seja o vale do Ruhr (região mais industrial da Alemanha) é o mesmo que pedir aos habitantes da Graciosa (ilha açoriana, que eu tanto adoro) subvencionar os custos da insularidade: os portugueses nunca regatearam tal solidariedade e os europeus deverão fazê-lo também, à luz dos valores do velho continente.
BASTA!
O euro sem um política fiscal comum só pode proteger os grandes grupos económicos (agora privatizados), assim como o sistema financeiro e os grupos sociais instalados. As políticas nacionais assentes na expiação dos nossos pecados exacerbando as virtudes da pobreza são defendidas por Passos Coelho, Vítor Gaspar e António Borges que partilham desta ideia ao subscreverem, aprovando, o Tratado Orçamental que prevê o aprofundamento da redução do défice até 0,5% sem contrapartidas de índole social: colocando os portugueses agrilhoados ao euro, pobres mas honrados.
Apelo aos políticos em geral que ponham as cartas em cima da mesa: exijam uma resposta, para nos mantermos na UE e na moeda única, que só UE pode dar: SOLIDARIEDADE!
Se assim não for, é preciso ter coragem e dizer BASTA! Não contem connosco… regressemos ao “escudo” e às nossas políticas fiscais, que terão mais equidade do que as actuais desvalorizações à custa de salários de alguns, em detrimento de todo o capital.
A quem pode interessar este status quo das políticas europeias e da moeda única? Não serão, certamente, os desempregados ou todos aqueles que se mantêm no limiar da pobreza os prejudicados; incluindo os remediados da quase extinta classe média!


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A Europa, projecto de solidariedade, está neste momento a castigar-nos de forma cruel. Para isto não faz sentido pertencer à União!
6- O nosso Banco Central, que tinha como função servir de instrumento, enterra-nos._____-

16 outubro 2012

o país está a ficar sem tanga!


Após a apresentação do Orçamento Geral de Estado para 2013 alguns portugueses manifestaram-se sem pudor: o país está a ficar sem tanga!
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14 outubro 2012

"Eu trabalho para o doutor Gaspar"

Jornal Público
 
Após clausura de 20 horas do Conselho de Ministros para a aprovação do Orçamento Geral do Estado, e quando toda a gente julgava acabado, ele irá ser objecto de rectificação na segunda-feira, dia 15 de Outubro.
Várias vozes se indignaram contra este Orçamento: “isto é uma BOMBA atómica fiscal” afirmou o líder da oposição, António José Seguro. O ex-ministro das Finanças, Bagão Félix, reagiu de forma indignada, considerando tratar-se de um «napalm fiscal». O “padrinho” político de Passos Coelho, o Eng.º Ângelo Correia, foi mais longe e disse que esta receita de austeridade imposta pelo Executivo era uma manifesta falta de competência: “falta de estudo” para melhor o citar. Ângelo Correia bradou: "Há um limite para o sofrimento e já o ultrapassámos. Estamos numa situação em que a classe média, a classe média baixa e a média alta estão com penalizações que fazem com que as pessoas qualquer dia não queiram trabalhar ou não pagar impostos e ir para a economia paralela", enfatiza. E dá o seu exemplo pessoal: "eu fiz as contas e pago sete meses de trabalho, do meu salário, ao Estado. Eu trabalho para o doutor Gaspar, não trabalho para mim e para a minha família".
Segunda-feira é dia de Paulo Portas mostrar a saída num novo Conselho de Ministros extraordinário: “sou contra a subida dos impostos”… aos mais favorecidos dirá ele aos seus militantes e apoiantes, apesar de Vítor Gaspar ter dito que as alterações a efectuar nos escalões (com redução de oito para cinco) e nas taxas levariam a que o imposto ficasse com uma característica mais acentuada de progressividade (em que os mais ricos são relativamente mais tributados do que os mais pobres). Assim, Ângelo Correia verá a sua carga fiscal reduzida e a classe média rica (a dos 1500€ mensais) a pagar a crise, mais uma vez.

13 outubro 2012

Cumplicidades artísticas: coelho e relvas


Cumplicidades artísticas: relvas e coelho.
A arte fica sempre àquem da realidade: Relvas e Coelho uma aberração da natureza, política.
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05 outubro 2012

5 de outubro


Não sei se será o último feriado nacional para comemorar a República, mas apesar das vicissitudes da nossa democracia e dos nossos políticos continuo a ser republicano: por uma República com ética, uma étocracia.
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03 outubro 2012

30 setembro 2012

"Empresários ignorantes"




António Borges chama "ignorantes" aos empresários que criticaram a TSU. E acrescentou, "se fossem meus alunos não passariam no primeiro ano" do curso que lecciona... desconfiávamos que a falta de produtividade estava relacionada com a falta de saber e na organização empresarial, mas vinda a crítica do "adviser" governamental temos agora a certeza da nossa suspeita.

Os indignados manifestar-se-ão contra a arrogância de tal "medida inteligente" proposta por António Borges!?
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29 setembro 2012

O valor da vida sem ética

Miguel Oliveira e Silva
O Conselho de Ética para as Ciências da Vida aconselha o Governo a racionar os medicamentos para SIDA, cancro e doenças reumáticas, de modo a gastar menos.
Miguel Oliveira e Silva disse que “há toda a legitimidade ética para racionar medicamentos e cuidados de saúde, desde que isso seja feito tendo em atenção a efectividade dos medicamentos, de uma forma muito clara, envolvendo os melhores textos sobre evidência científica, médicos, administradores hospitalares e os próprios doentes”. E sublinhou a necessidade de avaliar se fará sentido, por exemplo, aplicar um tratamento de 50 mil ou 200 mil euros a um paciente com uma esperança de vida de dois meses de vida, independentemente da qualidade de vida.
A vida (sem ética) vai passar a ter um preço: quiçá, um velho, um desempregado sem futuro, um doente crónico, serão um fardo para a sociedade não valendo nada.
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27 setembro 2012

The Beauty of Simplicity



«The Beauty of Simplicity (ou A Beleza da Simplicidade, na tradução portuguesa) captou a atenção com os prémios conquistados em festivais internacionais desde Junho do ano passado – na Polónia, na Letónia, nos EUA, em França e na Sérvia. Foi este último prémio, atribuído no Festival Internacional de Filmes de Turismo e Ecologia da Sérvia, que levou o engenheiro electrotécnico Pedro Rocha a procurar o vídeo. O que encontrou deixou-o espantado: imagens manipuladas de Lisboa.» in Público

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20 setembro 2012

Mário Rita


Inaugura hoje, 20 de setembro, uma exposição de pintura de Mário Rita, na Galeria Bloco 103. Prometo estar presente para dar um abraço ao meu colega de Belas-Artes. Parabéns Mário...
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19 setembro 2012

Banco Alimentar contra os subsídios...

 
 
«A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome alerta para o «efeito perverso» do Estado Social, afirmando que os apoios sociais atingiram níveis que são incomportáveis para o Estado.»
«As pessoas passaram a achar que têm direito a todas as prestações sociais e dão-no como adquirido. Muitas vezes, preferem ir para o subsídio de desemprego do que ter um emprego, ainda que ele seja menos bem pago, porque sabem que vão ter a prestação social no final do mês», afirmou Isabel Jonet, em entrevista ao programa Gente que Conta.
No entender da responsável, «isso vai trazer alguma perversidade neste tipo de fórmulas de emergência e que deviam ser reduzidas ao máximo, mas, sobretudo vai fazer com que o montante que é afectado a essas prestações sociais atinja níveis insustentáveis e incomportáveis para o Estado».
Espera, lá... Não é esta senhora a coordenadora de uma instituição de carácter solidário, contra a fome e a pobreza?
Estará o Banco Alimentar contra os subsídios aos pobres? Sempre suspeitei que a maioria destas instituições, com a aparência filantrópica e altruísta, tinham como porta-estandarte a vaidade. Uma senhora com este pensamento não pode dirigir o Banco alimentar contra a fome e muito menos derramar lágrimas de crocodilo a favor dos mais desfavorecidos, porque a única coisa que fez, e que faz, foi conservá-los ou, quiçá, aumentá-los.
Cara Isabel Jonet, quando quiser abraçar esta causa lembre-se que é ao Estado que compete a eliminação da pobreza e de todas as formas de injustiça no seio dos seus cidadãos, por isso faça ouvir ou seu desencanto aos governantes da quantidade de desesperados, famintos, mantidos em formol na vossa instituição…

 

 
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18 setembro 2012

Quem defende a TSU?

Público
Ninguém!

Ninguém, não é verdade, só o António Borges.
 
Nem os ministros do PSD acreditam na alteração da taxa TSU.
Mas o que é que leva Passos Coelho a defender esta medida que todos discordam?
A alteração da taxa de 11% para 18% para os trabalhadores e a redução de 23,75% para 18% para os empregadores tem um propósito: fazer com que os trabalhadores tenham um menor poder de compra. Passos Coelho já o havia defendido juntamente com o guru (adviser) político, António Borges: "só vamos sair desta situação empobrecendo". E faz todo o sentido (na versão liberal defendida por Passos Coelho).
Em contraponto, restam poucas alternativas aos portugueses para resolver a situação económica e social. Já não é uma questão de Direita ou de Esquerda é uma escolha que poderíamos resumi-las em três ideias ou estratégias:
1.      Mantermo-nos no euro (moeda forte, para economias fortes, mantendo o status quo europeu) e, então, teremos que empobrecer para importarmos menos tornando os produtos nacionais mais baratos.
2.      Sairmos do euro, regressando á moeda nacional o escudo com todas as implicações sociais e económicas que daí poderão advir.
3.     Ou, então, caminharmos para um Federalismo Europeu solidário partilhando soberania, reconhecendo ao mesmo tempo que os estados não podem estar no mesmo grau de desenvolvimento (à semelhança das regiões nacionais). Uma Europa coesa economicamente é uma Europa solidária.
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13 setembro 2012

A taxa social única não é obra da troika

Público
Afinal a medida mais polémica (reduzir a TSU às empresas e taxar em igual medida os trabalhadores) do pacote apresentado por Gaspar não é exigência da Troika. Ficámos a saber que o objectivo político e económico do governo é engordar as grandes empresas e empobrecer as pequenas e médias empresas que vivem do rendimento disponível dos portugueses: custe o que custar.
 
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11 setembro 2012

O limite dos limites


 "Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos" Cavaco Silva





O limite dos limites, ou a falta dele.

No decorrer das medidas de austeridade propostas para o Orçamento de 2012... Cavaco Silva disse que "Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos". Em conformidade com as suas declarações políticas e económicas o Presidente da República só pode ter a seguinte actuação perante o enunciado novo "pacote" de austeridade do governo Passos/Gaspar: DEMITIR O GOVERNO!
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09 setembro 2012

A "equidade" de Passos

 
«Passos Coelho anunciou na sexta-feira novas medidas de austeridade (conforme noticia o Público) para compensar o “chumbo” do Tribunal Constitucional ao corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas e, ao mesmo tempo, reduzir os custos das empresas, de modo a estimular o emprego.»
 
As medidas de equidade, ou a falta dela verificada pelo Tribunal Constitucional, não se limitaram a taxar os trabalhadores do sector privado partilhando o mesmo quantitativo com os trabalhadores da Função Pública e reofrmados. Passos continua o esbulho. Passos faz letra morta do significado de “equidade”. “Equidade” é retirar aos reformados e pensionistas, dois ordenados; aos trabalhadores da Função Pública, três ordenados; aos trabalhadores do sector privado, um ordenado. E ao invés, os políticos foram aumentados os subsídios compensatórios; as profissões liberais continuam a fugir ao fisco; os patrões, os banqueiros, os empresários, foram aliviados nas comparticipações ao Estado…
Deparamo-nos com um ataque feroz aos rendimentos do trabalho, aos parcos ordenados que são auferidos pelos assalariados, e ninguém aponta a danosa gestão política e financeira dos seus caudilhos ou do número gorduroso de nomeações políticas nas instituições estatais. Quando os políticos falam de “gorduras”, falam de quê?
Agora, já nem os mais incautos têm dúvidas: o pensamento político e económico de Passos Coelho fundamenta-se nas virtudes da pobreza: quanto mais pobres melhor.
Já o havia dito em “o mapa da indignação” (15 de Outubro de 2011) «o que Passos Coelho deveria dizer, e não disse, é que o “nosso inexorável destino” é de ficarmos mais pobres, por convicção política, começando pela Função Pública alastrando-se em réplicas sísmicas para toda a sociedade portuguesa. Pobres mas honrados, miseráveis mas produtivos porque teremos que ser mão-de-obra barata. Quando o nosso nível de vida se assemelhar aos dos países do terceiro mundo regressaremos ao crescimento económico, certamente. Os portugueses parecem condenados ao pesado fardo da dívida e à estagnação ou crescimento lento, aumentando a desigualdade e a possibilidade de conflito social.»
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05 setembro 2012

O primeiro-ministro está anoréctico

DN

Muita gente o interpela: "o Sr. primeiro-ministro está mais magro, anda abatido, alguma coisa corre mal no país, pior do que estava à espera, isto vai correr mal?’
- Não, não, eu quero dizer que estou mais magro porque tenho feito dieta, é porque não quero ficar barrigudo, é só isso.
Eu estou muito bem de saúde e muito certo do caminho que quero seguir"...
 
Ó sr. primeiro-ministro, olhe que essa dieta pode levá-lo à anorexia, política.

03 setembro 2012

Mário-Henrique Leiria



RIFÃO QUOTIDIANO

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

29 agosto 2012

Paul Rumsey

Paul Rumsey


A arte de Paul Rumsey faz-me lembrar algo grotesco na política europeia e, quiçá, portuguesa.
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28 agosto 2012

Casa Ideal, Trafaria

António Veiga (patrão)
Casa Ideal
Rua Tenete Maia, TRAFARIA

Meta-se num “cacilheiro” rumo à recatada localidade onde se come o melhor peixe na margem sul do rio Tejo: a Trafaria. Se a famosa “Tasquinha do Aires” ou o restaurante “a Taverna” são as casas de pasto mais conhecidas, faça uma incursão pela Rua Tenente da Maia e arremesse a âncora na Casa Ideal (fecha às quartas-feiras). Descubra a simpatia da Filipa aconselhando-o o melhor peixe
 
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25 agosto 2012

Neil Armstrong (1930 - 2012)

Neil Armstrong (1930 - 2012)

"one small step for man one giant leap for mankind"

Morreu hoje (25 de agosto de 2012) o primeiro homem a pisar a lua.
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18 agosto 2012

N. Srª da Agonia, Viana do Castelo

Viana do Castelo, 2012
A beleza vianense está nas suas gentes, na sua simpatia, na sua maneira de acolher os forasteiros, na genuinidade do seu sentir e no amor que transportam no seu regaço. Nada é falso. É uma festa onde o profano se mescla com o sagrado protagonizado pelos autóctones, e só por estes. Ó lai, ó larilolela!
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17 agosto 2012

Havemos de ir a Viana...


"Havemos de ir a Viana, ó meu amor de algum dia"...




A "Avenida" de Viana transformou-se em "Viródromo". O desfile do vira do minho e da mordomia dão um lugar de destaque à mulher minhota: as mais valiosas.

As melhores mulheres encontram-se no minho, e quanto mais velhas mais valiosas são.
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11 agosto 2012

a cor dos submarinos...



Submarinos: MP confirma desaparecimento de documentos



O Ministério Público confirmou o desaparecimento de uma parte dos documentos relativos ao negócio de aquisição de submarinos, que estavam no Ministério da Defesa. A notícia é avançada na edição deste sábado do Jornal de Notícias, que cita o procurador João Ramos, do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal). Diário Digital

Consta que Paulo Portas fotocopiou vários milhares de folhas quando saiu do Ministério da Defesa: porque é que não perguntam ao actual Ministro dos Negócios Estrangeiros onde param os documentos?
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