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15 janeiro 2012

BASTA! BASTA! BASTA um, PUM! (manifesto)

Um país pequeno, políticos pequenos, decisões pequenas. Um convite aos mais doutos a abandonar o país. Uma esperança esgotada. Uma certeza adiada. Um Natal festejado como se fosse o último. Um funcionário cansado. Um presente sem futuro… Um Ano Novo adiado. Um manifesto simoníaco de um futuro já perdido. Uma obesidade política nutrida em festins secretos. Uma finança alicerçada na usura organizada. Um país repleto de políticos medíocres que sofrem de apoplexia intelectual: a mediocridade.
A mediocridade propaga-se por toda a parte; manifesta-se concomitantemente desdenhando de tudo, perpetuando a incompetência. A mediocridade não inveja, vive obcecada com o desaire dos opositores. A mediocridade é ávida de sucesso aspirando somente alcançar a mediania. E qual é a sua maior ambição? “Ser igual a si próprio”… Eis o grande engano da vulgaridade dos nossos dias que é um alerta para o nosso manifesto. Um medíocre não é um idiota! O idiota cultiva a caridade piedosa, o imediato, o fácil, o não fazer ondas, ir pelo mais ou menos desde que não seja incomodado. Os idiotas não têm passado, como poderemos antever o seu futuro?
Um idiota paga impostos! PUM!...
Marcel Duchamp (R MUTT), A Fonte, 1917.

Um medíocre não exige nada dos outros, escarnece de si mesmo. “Therefore, he is a mutt”, como ironizou Marcel Duchamp assinando (R MUTT) uma das suas obras, A Fonte, 1917. 
É este o alento dos idiotas desiludidos!
BASTA! BASTA! BASTA um, PUM!

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…escrita criativa dadaísta:
Recorte todas as frases. Coloque-as dentro de um saco e baralhe-as bem. Lance-as numa folha de papel e ordene-as segundo o lado aleatório da acção. Verificará que o novo sentido do texto fará todo o sentido: um medíocre é um rafeiro (he is a mutt) e um idiota paga impostos!


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