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26 janeiro 2012

“Não sei se ouviu bem!”

“Mil e trezentos euros por mês, repito, mil e trezentos euros por mês… uma reforma de miséria enquanto professor universitário que somada a outras do Banco de Portugal não quantificadas (mas entre o salário de PR, sete mil euros, e as reformas fui forçado a escolher as reformas) não dá para as minhas despesas. Felizmente que eu e a minha mulher fomos muito poupados”: e com aplicações bem-sucedidas no BPN.
Enquanto o PR explica a sua angústia reclamando o seu quinhão como se fosse um vulgar cidadão reivindicando o direito à sobrevivência Matthew Lynn reafirmou ao jornal de negócios o que diz no seu artigo de opinião publicado na Market Watch, na sua coluna intitulada "London Eye". “Questionado sobre se há alguma possibilidade de Portugal não entrar em incumprimento, responde que não. “Penso que é inevitável um “default” de Portugal, caso se mantenha no euro. Quando uma economia está a encolher 5% ao ano, é impossível que a dívida fique sob controlo. Por isso, as dívidas vão ficando cada vez maiores”. Não sei se ouviu bem, senhor presidente! “A única coisa que poderia evitar o incumprimento seria uma ampla ajuda financeira por parte do resto da Zona Euro. Isso estabilizaria a dívida e daria à economia uma hipótese de crescer. Mas isso não vai acontecer – por isso, o “default” é a única opção. É apenas uma questão de tempo”.
Não sei se ouviu bem, senhor presidente!


O que esperávamos do Presidente da República, Cavaco Silva era de um discurso assertivo sem se alhear do eminente colapso financeiro. A resposta só pode ser POLÍTICA. Uma maior integração Federalista europeia, um governo económico, uma política fiscal comum solidária nas áreas de interesse estratégico europeu: política económica e monetária, grandes redes de transportes, segurança, e segurança social. Caso contrário, senhor presidente, não se paga!
Não sei se ouviu bem!

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