Instagram

30 setembro 2012

"Empresários ignorantes"




António Borges chama "ignorantes" aos empresários que criticaram a TSU. E acrescentou, "se fossem meus alunos não passariam no primeiro ano" do curso que lecciona... desconfiávamos que a falta de produtividade estava relacionada com a falta de saber e na organização empresarial, mas vinda a crítica do "adviser" governamental temos agora a certeza da nossa suspeita.

Os indignados manifestar-se-ão contra a arrogância de tal "medida inteligente" proposta por António Borges!?
_____________________
 


29 setembro 2012

O valor da vida sem ética

Miguel Oliveira e Silva
O Conselho de Ética para as Ciências da Vida aconselha o Governo a racionar os medicamentos para SIDA, cancro e doenças reumáticas, de modo a gastar menos.
Miguel Oliveira e Silva disse que “há toda a legitimidade ética para racionar medicamentos e cuidados de saúde, desde que isso seja feito tendo em atenção a efectividade dos medicamentos, de uma forma muito clara, envolvendo os melhores textos sobre evidência científica, médicos, administradores hospitalares e os próprios doentes”. E sublinhou a necessidade de avaliar se fará sentido, por exemplo, aplicar um tratamento de 50 mil ou 200 mil euros a um paciente com uma esperança de vida de dois meses de vida, independentemente da qualidade de vida.
A vida (sem ética) vai passar a ter um preço: quiçá, um velho, um desempregado sem futuro, um doente crónico, serão um fardo para a sociedade não valendo nada.
____________________


27 setembro 2012

The Beauty of Simplicity



«The Beauty of Simplicity (ou A Beleza da Simplicidade, na tradução portuguesa) captou a atenção com os prémios conquistados em festivais internacionais desde Junho do ano passado – na Polónia, na Letónia, nos EUA, em França e na Sérvia. Foi este último prémio, atribuído no Festival Internacional de Filmes de Turismo e Ecologia da Sérvia, que levou o engenheiro electrotécnico Pedro Rocha a procurar o vídeo. O que encontrou deixou-o espantado: imagens manipuladas de Lisboa.» in Público

______________

20 setembro 2012

Mário Rita


Inaugura hoje, 20 de setembro, uma exposição de pintura de Mário Rita, na Galeria Bloco 103. Prometo estar presente para dar um abraço ao meu colega de Belas-Artes. Parabéns Mário...
_____________

19 setembro 2012

Banco Alimentar contra os subsídios...

 
 
«A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome alerta para o «efeito perverso» do Estado Social, afirmando que os apoios sociais atingiram níveis que são incomportáveis para o Estado.»
«As pessoas passaram a achar que têm direito a todas as prestações sociais e dão-no como adquirido. Muitas vezes, preferem ir para o subsídio de desemprego do que ter um emprego, ainda que ele seja menos bem pago, porque sabem que vão ter a prestação social no final do mês», afirmou Isabel Jonet, em entrevista ao programa Gente que Conta.
No entender da responsável, «isso vai trazer alguma perversidade neste tipo de fórmulas de emergência e que deviam ser reduzidas ao máximo, mas, sobretudo vai fazer com que o montante que é afectado a essas prestações sociais atinja níveis insustentáveis e incomportáveis para o Estado».
Espera, lá... Não é esta senhora a coordenadora de uma instituição de carácter solidário, contra a fome e a pobreza?
Estará o Banco Alimentar contra os subsídios aos pobres? Sempre suspeitei que a maioria destas instituições, com a aparência filantrópica e altruísta, tinham como porta-estandarte a vaidade. Uma senhora com este pensamento não pode dirigir o Banco alimentar contra a fome e muito menos derramar lágrimas de crocodilo a favor dos mais desfavorecidos, porque a única coisa que fez, e que faz, foi conservá-los ou, quiçá, aumentá-los.
Cara Isabel Jonet, quando quiser abraçar esta causa lembre-se que é ao Estado que compete a eliminação da pobreza e de todas as formas de injustiça no seio dos seus cidadãos, por isso faça ouvir ou seu desencanto aos governantes da quantidade de desesperados, famintos, mantidos em formol na vossa instituição…

 

 
_________________

18 setembro 2012

Quem defende a TSU?

Público
Ninguém!

Ninguém, não é verdade, só o António Borges.
 
Nem os ministros do PSD acreditam na alteração da taxa TSU.
Mas o que é que leva Passos Coelho a defender esta medida que todos discordam?
A alteração da taxa de 11% para 18% para os trabalhadores e a redução de 23,75% para 18% para os empregadores tem um propósito: fazer com que os trabalhadores tenham um menor poder de compra. Passos Coelho já o havia defendido juntamente com o guru (adviser) político, António Borges: "só vamos sair desta situação empobrecendo". E faz todo o sentido (na versão liberal defendida por Passos Coelho).
Em contraponto, restam poucas alternativas aos portugueses para resolver a situação económica e social. Já não é uma questão de Direita ou de Esquerda é uma escolha que poderíamos resumi-las em três ideias ou estratégias:
1.      Mantermo-nos no euro (moeda forte, para economias fortes, mantendo o status quo europeu) e, então, teremos que empobrecer para importarmos menos tornando os produtos nacionais mais baratos.
2.      Sairmos do euro, regressando á moeda nacional o escudo com todas as implicações sociais e económicas que daí poderão advir.
3.     Ou, então, caminharmos para um Federalismo Europeu solidário partilhando soberania, reconhecendo ao mesmo tempo que os estados não podem estar no mesmo grau de desenvolvimento (à semelhança das regiões nacionais). Uma Europa coesa economicamente é uma Europa solidária.
_____________________
 

13 setembro 2012

A taxa social única não é obra da troika

Público
Afinal a medida mais polémica (reduzir a TSU às empresas e taxar em igual medida os trabalhadores) do pacote apresentado por Gaspar não é exigência da Troika. Ficámos a saber que o objectivo político e económico do governo é engordar as grandes empresas e empobrecer as pequenas e médias empresas que vivem do rendimento disponível dos portugueses: custe o que custar.
 
__________________
 

11 setembro 2012

O limite dos limites


 "Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos" Cavaco Silva





O limite dos limites, ou a falta dele.

No decorrer das medidas de austeridade propostas para o Orçamento de 2012... Cavaco Silva disse que "Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos". Em conformidade com as suas declarações políticas e económicas o Presidente da República só pode ter a seguinte actuação perante o enunciado novo "pacote" de austeridade do governo Passos/Gaspar: DEMITIR O GOVERNO!
__________________________

09 setembro 2012

A "equidade" de Passos

 
«Passos Coelho anunciou na sexta-feira novas medidas de austeridade (conforme noticia o Público) para compensar o “chumbo” do Tribunal Constitucional ao corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas e, ao mesmo tempo, reduzir os custos das empresas, de modo a estimular o emprego.»
 
As medidas de equidade, ou a falta dela verificada pelo Tribunal Constitucional, não se limitaram a taxar os trabalhadores do sector privado partilhando o mesmo quantitativo com os trabalhadores da Função Pública e reofrmados. Passos continua o esbulho. Passos faz letra morta do significado de “equidade”. “Equidade” é retirar aos reformados e pensionistas, dois ordenados; aos trabalhadores da Função Pública, três ordenados; aos trabalhadores do sector privado, um ordenado. E ao invés, os políticos foram aumentados os subsídios compensatórios; as profissões liberais continuam a fugir ao fisco; os patrões, os banqueiros, os empresários, foram aliviados nas comparticipações ao Estado…
Deparamo-nos com um ataque feroz aos rendimentos do trabalho, aos parcos ordenados que são auferidos pelos assalariados, e ninguém aponta a danosa gestão política e financeira dos seus caudilhos ou do número gorduroso de nomeações políticas nas instituições estatais. Quando os políticos falam de “gorduras”, falam de quê?
Agora, já nem os mais incautos têm dúvidas: o pensamento político e económico de Passos Coelho fundamenta-se nas virtudes da pobreza: quanto mais pobres melhor.
Já o havia dito em “o mapa da indignação” (15 de Outubro de 2011) «o que Passos Coelho deveria dizer, e não disse, é que o “nosso inexorável destino” é de ficarmos mais pobres, por convicção política, começando pela Função Pública alastrando-se em réplicas sísmicas para toda a sociedade portuguesa. Pobres mas honrados, miseráveis mas produtivos porque teremos que ser mão-de-obra barata. Quando o nosso nível de vida se assemelhar aos dos países do terceiro mundo regressaremos ao crescimento económico, certamente. Os portugueses parecem condenados ao pesado fardo da dívida e à estagnação ou crescimento lento, aumentando a desigualdade e a possibilidade de conflito social.»
______________
 

05 setembro 2012

O primeiro-ministro está anoréctico

DN

Muita gente o interpela: "o Sr. primeiro-ministro está mais magro, anda abatido, alguma coisa corre mal no país, pior do que estava à espera, isto vai correr mal?’
- Não, não, eu quero dizer que estou mais magro porque tenho feito dieta, é porque não quero ficar barrigudo, é só isso.
Eu estou muito bem de saúde e muito certo do caminho que quero seguir"...
 
Ó sr. primeiro-ministro, olhe que essa dieta pode levá-lo à anorexia, política.

03 setembro 2012

Mário-Henrique Leiria



RIFÃO QUOTIDIANO

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

02 setembro 2012

Bogart in Casablanca

Bogart´s shoes in Casablanca
Humphrey Bogart para estar à altura de Ingrid Bergman usava alguns estratagemas: sedução.
____________