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26 outubro 2012

Crime disse ele...

DN

«"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções", referiu Pedro Passos Coelho.
Falando em Viana do Castelo, durante um jantar promovido pelo PSD de Barcelos, Passos Coelho sublinhou que o país precisa de uma cultura de responsabilidade.
"Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se", referiu.
Para o líder social democrata, "não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados "andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles".
"Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?", questionou.»

Nós também nos questionamos...

 

23 outubro 2012

Peter Greenaway's Darwin

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19 outubro 2012

Hold your horses, 70 Million


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18 outubro 2012

explicit, 1998

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17 outubro 2012

Agrilhoados ao €uro, amarrados à Europa.



Agrilhoados ao €uro, amarrados à Europa.
Devo fazer um pequeno preâmbulo e começar por dizer que a passagem de ano de 2000 para 2001 foi uma das noites mais felizes da minha vida: a entrada em circulação da moeda única (o euro) em Portugal. Sou um acérrimo defensor da União Europeia, da moeda única e paladino de um Federalismo Europeu. Acredito, porque revejo-me na matriz cultural greco-romana; aceito a influência do catolicismo e da igreja católica na fundação dos valores estruturantes da cultura europeia observáveis no românico e no gótico, por toda a Europa; admiro o homem da renascença, na procura do conhecimento e no retorno aos valores clássicos; apregoo o universalismo das descobertas, do desvendar dos novos mundos ao Mundo patente no esplendor exuberante da talha dourado do Barroco; cortejo a época das luzes, do iluminismo, do enciclopedismo, do hedonismo profano do Rococó das festas e da intimidade galante; broto da revolução francesa (Liberdade, Fraternidade e Igualdade) e do juízo estético de Kant – do belo persuasivo; coloco-me no romantismo como contraponto à estética neoclássica com o enfoque no eu e no retrato da beleza da Natureza; exalto o niilismo nietzschiano assente no triunfo do indivíduo e na emoção; detenho-me nos nenúfares de Claude Monet, nos girassóis de Van Gogh, e em todas as obras impressionistas, em suma, na arte moderna; estou amarrado aos manifestos vanguardistas europeus do século XX, que nos colocou no centro do mundo, tanto nos melhores como nos piores momentos: isto sou eu, isto somos nós, isto é a EUROPA.
Falo-vos de Arte, falar-vos-ei agora da melhor obra de arte: a União Europeia. E, neste sentido, o que presidiu à criação da União Europeia (UE) foi uma união económica e política de 27 Estados-membros independentes.
Paralelamente ergueu-se um Banco Central Europeu (BCE) responsável pela moeda única da Zona Euro cuja principal missão foi e é a de preservar o poder de compra do euro, assegurando assim a estabilidade de preços na respectiva zona. Ergueu-se toda a estrutura do sistema financeiro e a sua protecção: descorou-se as pessoas, o povo europeu. Fizeram tábua rasa dos seus direitos sociais, da sua identidade, da sua cidadania. Onde param os ideais saídos da Revolução Francesa: “Liberté, Egalité, Fraternité, ou la mort!”?
Numa altura de crise financeira e das dívidas soberanas procuram-se culpados, instigam-se os nacionalismos, promovem-se os egoísmos. - “Nós não somos a Grécia”, “nós não somos Portugal”, nós não somos… eles não são europeus.
Chegamos à maior encruzilhada da nossa existência como projecto europeu. E as perguntas que se impõem são as seguintes: onde pára a política e a solidariedade inscrita na génese da UE? Como pode o BCE financiar o sistema financeiro a uma taxa actual de 0,75% e estes exijam 4,3% (taxa média pedida pela Troika a Portugal) a países endividados? De que lado se posiciona estas instituições incluindo o FMI uma organização internacional, constituída pelos mais diversos países incluindo europeus, que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira?
Socorrer os povos endividados fruto da má governação perpetrada por políticos sem visão, nem estratégia, ao longo das últimas décadas, com a conivência e estratégia dos nossos credores, não é culpa só dos seus cidadãos.
A União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (troika) estão a castigar-nos de uma forma cruel. Portugal deverá pagar um total de 34.400 milhões de euros em juros à “troika”.
Assim, não! Assim, não sou europeu! Assim, não quero a moeda única, o euro!
Só me sentirei europeu quando olharem para mim sem o estigma da pobreza: exigir de Portugal que seja o vale do Ruhr (região mais industrial da Alemanha) é o mesmo que pedir aos habitantes da Graciosa (ilha açoriana, que eu tanto adoro) subvencionar os custos da insularidade: os portugueses nunca regatearam tal solidariedade e os europeus deverão fazê-lo também, à luz dos valores do velho continente.
BASTA!
O euro sem um política fiscal comum só pode proteger os grandes grupos económicos (agora privatizados), assim como o sistema financeiro e os grupos sociais instalados. As políticas nacionais assentes na expiação dos nossos pecados exacerbando as virtudes da pobreza são defendidas por Passos Coelho, Vítor Gaspar e António Borges que partilham desta ideia ao subscreverem, aprovando, o Tratado Orçamental que prevê o aprofundamento da redução do défice até 0,5% sem contrapartidas de índole social: colocando os portugueses agrilhoados ao euro, pobres mas honrados.
Apelo aos políticos em geral que ponham as cartas em cima da mesa: exijam uma resposta, para nos mantermos na UE e na moeda única, que só UE pode dar: SOLIDARIEDADE!
Se assim não for, é preciso ter coragem e dizer BASTA! Não contem connosco… regressemos ao “escudo” e às nossas políticas fiscais, que terão mais equidade do que as actuais desvalorizações à custa de salários de alguns, em detrimento de todo o capital.
A quem pode interessar este status quo das políticas europeias e da moeda única? Não serão, certamente, os desempregados ou todos aqueles que se mantêm no limiar da pobreza os prejudicados; incluindo os remediados da quase extinta classe média!


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A Europa, projecto de solidariedade, está neste momento a castigar-nos de forma cruel. Para isto não faz sentido pertencer à União!
6- O nosso Banco Central, que tinha como função servir de instrumento, enterra-nos._____-

16 outubro 2012

o país está a ficar sem tanga!


Após a apresentação do Orçamento Geral de Estado para 2013 alguns portugueses manifestaram-se sem pudor: o país está a ficar sem tanga!
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14 outubro 2012

"Eu trabalho para o doutor Gaspar"

Jornal Público
 
Após clausura de 20 horas do Conselho de Ministros para a aprovação do Orçamento Geral do Estado, e quando toda a gente julgava acabado, ele irá ser objecto de rectificação na segunda-feira, dia 15 de Outubro.
Várias vozes se indignaram contra este Orçamento: “isto é uma BOMBA atómica fiscal” afirmou o líder da oposição, António José Seguro. O ex-ministro das Finanças, Bagão Félix, reagiu de forma indignada, considerando tratar-se de um «napalm fiscal». O “padrinho” político de Passos Coelho, o Eng.º Ângelo Correia, foi mais longe e disse que esta receita de austeridade imposta pelo Executivo era uma manifesta falta de competência: “falta de estudo” para melhor o citar. Ângelo Correia bradou: "Há um limite para o sofrimento e já o ultrapassámos. Estamos numa situação em que a classe média, a classe média baixa e a média alta estão com penalizações que fazem com que as pessoas qualquer dia não queiram trabalhar ou não pagar impostos e ir para a economia paralela", enfatiza. E dá o seu exemplo pessoal: "eu fiz as contas e pago sete meses de trabalho, do meu salário, ao Estado. Eu trabalho para o doutor Gaspar, não trabalho para mim e para a minha família".
Segunda-feira é dia de Paulo Portas mostrar a saída num novo Conselho de Ministros extraordinário: “sou contra a subida dos impostos”… aos mais favorecidos dirá ele aos seus militantes e apoiantes, apesar de Vítor Gaspar ter dito que as alterações a efectuar nos escalões (com redução de oito para cinco) e nas taxas levariam a que o imposto ficasse com uma característica mais acentuada de progressividade (em que os mais ricos são relativamente mais tributados do que os mais pobres). Assim, Ângelo Correia verá a sua carga fiscal reduzida e a classe média rica (a dos 1500€ mensais) a pagar a crise, mais uma vez.

13 outubro 2012

Cumplicidades artísticas: coelho e relvas


Cumplicidades artísticas: relvas e coelho.
A arte fica sempre àquem da realidade: Relvas e Coelho uma aberração da natureza, política.
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05 outubro 2012

5 de outubro


Não sei se será o último feriado nacional para comemorar a República, mas apesar das vicissitudes da nossa democracia e dos nossos políticos continuo a ser republicano: por uma República com ética, uma étocracia.
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03 outubro 2012