Instagram

27 fevereiro 2013

François Clouet, Carta de amor, 1570

François Clouet, Carta de amor. 1570


François Clouet foi considerado o maior pintor e desenhista francês da segunda metade do século XVI e um dos maiores nomes da Escola de Fontainebleau. François Clouet, pintor da corte de Francisco I, afirmou-se como retratista e também de obras de carácter histórico e mitológico.
“A carta de amor” é um dos quadros mais intrigantes e mais belo de François Clouet. A relação que se estabelece entre as personagens e a própria carta (objecto da atenção do observador) atribui-nos o papel principal na pintura: a de participante. “A carta de amor” terá sido escrita por nós?


21 fevereiro 2013

20 fevereiro 2013

Cacilheiro

Adicionar legenda
Quando navegares entre as duas margens do Tejo podes estar dentro de uma obra de arte... A arte da ironia ou a arte do mercado.

14 fevereiro 2013

Elisabetta Sirani, Beatrice Cenci, 1662.

Foto: DeLB, Mariana Cavique, 2013.
Pintura: Elisabetta Sirani, Beatrice Cenci, 1662.


«a lendária Beatrice Cenci (1577-99), a divina vingadora a quem a tradição popular deu o nome de «a bela parricida». A emergência do indivíduo e da sua vontade na época na qual viveu esta personagem histórica, geraram a pintura shelleyana do destino trágico de Beatrice, e o exacerbar da liberdade de acção da italiana enquanto indivíduo ficcional.» Edições Colibri

12 fevereiro 2013

DADA - "a arte da sublimação"

The Dada-Constructivist Congress at Weimar, autumn 1922.
Lucia Moholy, Alfréd Kemény, László Moholy-Nagy,Lotte Burchartz, El Lissitzky (with pipe and cap), Cornelis van Eesteren, Bernhard Sturtzkopf. Max Burchartz (with child on his shoulders), Harry Scheibe, Theo van Doesburg (with paper hat), Hans Vogel, Peter Röhl.Alexa Röhl (in all black), Nelly van Doesburg, Tristan Tzara, Nini Smit, Hans Arp.

10 fevereiro 2013

O voo do moscardo





Impressionante!
O Voo do Moscardo é um interlúdio musical famosíssimo, composto pelo conde e compositor russo Nicolai Rimsky - Korsakov para sua ópera O Tzar Saltan, entre 1899 e1900. 
Este trecho é tecnicamente tão difícil que o famoso pianista Vladimir von Pachmann (1848/1933) ao ler a partitura julgou-a "impossível de ser tocada".

07 fevereiro 2013

“se os sem-abrigo aguentam, porque é que o Ulrich não há-de aguentar…”


É sempre mais fácil dizer o que os outros devem ou deveriam fazer. Porém, se tivesse dinheiro no BPI retirava-o de imediato: “se os sem-abrigo aguentam, porque é que o Ulrich não há-de aguentar…”

05 fevereiro 2013

Cabaret Voltaire

O movimento Dadaísta teve no Cabaret Voltaire o seu momento alto. 
Em 5 de Fevereiro de 1916 foi decretada a morte da arte, aqui. A arte de hoje não passa de "remakes" dos dadaístas...


Muitas das observações na arte actual podem ser facilmente remontadas a Dada. Deste modo, anti elitismo, anti autoritarismo, gratuitidade, anarquia e, por fim, niilismo estão claramente implicados na doutrina dadaísta da antiarte pela antiarte (a fórmula de Tristan Tzara). Assim como no respeitante ao objecto achado e à lata de sopa assinada, eles são obviamente uma continuação, dos famosos readymades de Marcel Duchamp e Man Ray. A ideia de acaso é também uma descoberta de Dada, e foi teorizada e aplicada não pelos dadaístas mas também pelos surrealistas nas suas doutrinas da escrita automática e do objecto surrealista.
Se se analisar os novos estilos, movimentos, da arte do século XX encontrar-se-á neles certas tendências sumamente conexas entre si tendendo para albergar no seu seio a memória do conceito romântico de “artista”, ainda hoje válido; ou da universalidade da forma como algo comum a todos os sujeitos potenciais, enquanto fruidores, com faculdades de julgar e, por inerência, a criação de um gosto construído; ou da niilificação da função de criador dando-lhe um sentido de heroicidade, de super-arte, como Nietzsche expressa em Ecce Homo, dizendo: «o acto decisivo de regresso da humanidade a si próprio, que em mim se faz carne e génio».
É neste espírito, cada vez mais consciente, de um nada mais profundo em todos sentidos que o Dadaísmo se manifesta delegando um conjunto de atitudes preconizadoras a todos os movimentos vindouros. O niilismo que os dadaístas preconizaram não tem paralelo. O fim da arte está expresso em todas as atitudes e é bem patente como se refere num dos seus manifestos. Segundo os dadaístas era «inadmissível que o homem deixe qualquer vestígio atrás de si». e «medindo pelo padrão da eternidade, toda a acção humana é fútil». O dadaísmo substitui, assim, o niilismo da cultura estética por um novo niilismo, que não só discute o valor da arte mas o valor de qualquer humanismo.
No primeiro manifesto Dada de 1918, escrito por Tristan Tzara e publicado nesse mesmo ano na revista Dada de Zurique, apregoavam na revista Der Dada nº2:

«Dada não significa nada.
O que é Dada?
Uma arte?
Uma filosofia?
Uma política?
Um seguro de incêndio?
Ou: religião de estado?
Dada é realmente energia?
Ou não é absolutamente nada, isto é, tudo?».

Esta atitude irónica, sarcástica, perante a arte, desmitificando-a, tendo consciência da necessidade de a tornar acessível a um maior número de criadores. Os dadaístas, apesar de efémeros, serão os principais precursores, inspiradores, de todos os movimentos contemporâneos. Jamais a arte esteve perante uma tão grande pluralidade de modelos operativos, assim como, de agentes da criação. Em arte a criatividade descobre que a Ideia está destinada a fazer as vezes do saber de Ofício. O advento de uma nova Ideia de arte emergente da confluência do eros e do niilismo (nietzscheniano) contemporâneo que os dadaístas preconizaram até às últimas consequências fará com que os movimentos artísticos subsequentes aproveitem as suas fragmentações transformando-os em objectos de arte
Sem renunciar a ser objecto de reflexão, a pintura pós-dada recupera os direitos da subjectividade e proclama a legitimidade das obsessões individuais. Aquilo que poderá separar os dadaístas destes “movimentos” não é mais do que uma deslocação romântica no interior do logos artístico, ou seja, acharem-se ainda artistas.
Em suma, o corpo artístico nascido das doutrinas da cultura utópica, da morte de Deus, da assumpção do Super-homem, do Progresso, do Futurismo é seguramente uma arte singular. A Contemporaneidade niilista é a lenta agonia da arte que ditará a sua “coisificação”.
Ao conteúdo desta arte, digamos, destas coisas chamar-lhe-emos de corpo niilista.


_________________________

Excerto da Tese de Mestrado (FBAUL, Teorias da arte, O Corpo poiético na Arte portuguesa, 1998)

04 fevereiro 2013

Nathan Oliveira (1928-2010)

Nathan Oliveira, Standing Man with Hands in Belt, 1960

Oil on canvas, 82x62 in
Collection of the Walker Art Center, Minneapolis
Nathan Oliveira, nascido nos Estados Unidos e de descendência portuguesa foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique, em 2000, pelo Presidente da República. Um artista a descobrir...