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26 junho 2013

O segredo do "subsídio de férias"

Passos Coelho esconde as suas intenções (segredo) de restituir o subsídio de férias só em Novembro, contra a estupefacção dos seus pares. A restituição dos subsídios (férias e natal) não passa de um eufemismo: um já comido pelo aumento nas tabelas do IRS o outro para ser digerido, mais tarde, com uma medida semelhante. Sustento esta ideia com notícia hoje publicada: a Comissão Europeia defende que, com a alteração das metas, a consolidação orçamental de Portugal vai estender-se para 2015. Assim, para este ano, o limite máximo para o défice passou dos 4,5% para os 5,5% do PIB. Para 2014, este tecto passou dos 2,5% para os 4% e, para 2015, o défice deverá ser de 2,5% (e não os 2% anteriormente acordados). As mexidas nas metas do défice vão trazer “mais cortes” nos salários antevendo-se "mais cortes na factura salarial" da função pública.

25 junho 2013

Mais um buraco...


Tão lestos a ajudar uns e tão parcos em proteger outros…




O défice orçamental do primeiro trimestre deverá ser de 8,7%, revelou o ministro das Finanças, antecipando os dados que serão divulgados esta sexta-feira pelo INE. Se o dinheiro injectado no Banif for contabilizado o défice deverá rondar os 10% do produto interno bruto (PIB). Jornal de Negócios

23 junho 2013

flor (Daucus carota)

Erva-coentrinha, 2013

agradecemos à Maria Carvalho pela identificação desta flor (erva-coentrinha)

21 junho 2013

Ajuda

 

Os pobres agradecem a caridade recebida. Os ricos folgam com a ideia de que a caridade serve para perpetuar a sobrevivência dos pobres…

 

«Esta semana saiu um texto muito interessante com números do Eurostat que dizia o seguinte: os países que estão a ser "ajudados" empobrecem e os países que estão a "ajudar" têm enriquecido.

Deve ser por isso que se diz "sabe tão bem ajudar os outros, uma pessoa sente-se melhor". E sente-se, porque fica com mais poder de compra.»

Ricardo Araújo Pereira

 

 

 

19 junho 2013

Nuno Crato, afinal podia!


Nuno Crato antecipou o exame de Matemática para dia 26.
Não foi este ministro que disse que mudar as datas dos exames era abrir um grave precedente?

Afinal, aquele discurso dos principais prejudicados são os alunos e que a intransigência de alguns acarretaria graves danos no percurso escolar dos jovens, podemos, agora, imputá-las ao sr. Ministro Nuno Crato… AFINAL PODIA!!!!

10 junho 2013

Dia de Portugal




"Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

Os Lusíadas, Canto IV, 95



08 junho 2013

O que é Arte?

O que é Arte?
A Arte é…
(aceitemos a definição mais consensual de Dino de Formaggio: “a arte é tudo aquilo a que os homens chamam de arte”. Longe de definir o conceito de Arte, Dino de Formaggio remete-nos epistemologicamente para a validação da arte, e por consequência para a definição de arte, por parte dos “homens”: grupos, associações, corporações, estetas, comunidades ligados à fenomenologia artística. Uma espécie de “sumo pontífice” das artes donde emana o que é Arte.
Sempre assim foi!?
A Arte de hoje é mais herdeira do academismo do século XVII e, sobretudo, do formalismo das Belas-Artes oriunda da nobreza do espírito enciclopedista, renascida na Revolução Francesa, do que dos métiers das artes aplicadas –oficinais- das Guildas e dos Mesteirais da Idade Média.
Francois-Joseph Heim (1787-1865), Charles X distribuant des récompenses aux artistes exposants du salon de 1824 au Louvre.

Mesmo quando alguma arte contemporânea proclama a morte da ideia, na conformidade da destruição material, na niilização da tão idolatrada arte pela arte, não deixa, por isso, de poder-se contextualizar no momento constitutivo da relação entre a obra e a leitura dela efectuada. A obra continua indissociável ao aspecto formal. Se assim não fosse não podíamos discorrer sobre uma experiência estética obtida na observação dos objectos artísticos contemporâneos (casos há).
Todo o artista é um confidente do legado artístico da memória do homem e é sobretudo o porta-voz de vários “eus” falando a linguagem dos seus antecessores e algum tempo haverá antes que comece a falar o seu próprio discurso promovendo em cada abordagem um modo de possuir a obra. Todavia, será sempre susceptível de ser interpretada, percorrida por novos pontos de vista e do seu carácter ¾ethos. Este carácter multidireccional e criador, que por ser diverso, é passível de uma atitude em constante mutação fazem com que a obra de arte, ou o objecto artístico, não possa ser explicada (naquilo que a identifica com explicações causais), mas passível de ser interpretada segundo normas e valores que nos constitui. É certo que toda a obra de arte pode ser explicada pela teoria porque ela é fruto do pensamento, ou Ideia, mas não é menos verdade que muito daquela a que chamamos, hoje, obras de arte não foi feita com esse estatuto. Nem tudo, porventura, o que hoje chamamos de arte sê-lo-á amanhã. Descodificar os fenómenos artísticos é mergulhar nas antinomias que as enformam desde sempre. Não podemos descurar que será sempre uma abordagem perspéctica de um egocentrismo civilizacional e temporal do conceito “Obra de Arte”. Pelo que a nossa preocupação é de ser um simples intérprete, de uma visão pessoal por considerarmos que obra de arte só se torna válida quando for capaz de novas apreciações, de novas recriações, de novas experiências estéticas, que a identificam, autenticando-lhe um valor onde o homem possa simultaneamente existir, contemplar e criar, (sem deixar naturalmente de integrá-las na sua contextualização histórica).
Neste sentido, Arte é a realidade de uma relação sujeito-objecto indizível, cujos elementos componentes são perfeitamente indetermináveis e inconcebíveis independentemente uns dos outros. Nós mudamos e as obras mudam connosco. A realidade, como nós próprios, está sujeita a um processo de movimento constante, de devir, que poderíamos chamar a este lugar misterioso ¾espaço, tempo e memórias¾ de evolução e transformação, de fenómenos sempre novos que nunca poderão ser considerados acabados...).
A Arte é indizível.


Luís Barreira

06 junho 2013

"Nunca o fiz, não faço nem façarei"



Se os professores do Sr. Presidente, de todos os ”cidadões”, tivessem feito greve aos exames talvez nos poupasse a este distrate linguístico. Não foi um lapso de língua é uma mera confissão de Cavaco: "Nunca o fiz, não faço nem façarei"

02 junho 2013

Herberto Helder, Servidões


Servos de uma causa maior: servidões.

...
olhos ávidos,
áridos olhos quando tudo tem de ser novo para de novo
ser soberbo,
e é esse o êrro de que ressuscito:
e depois morro
...

01 junho 2013

O cacilheiro e o Avião


A arte nunca soube discernir entre o academismo e a vanguarda...


O cacilheiro e o Avião
(ironia de um AnArtista)