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09 dezembro 2014

Ponte Vasco da Gama #1641

LCB
rio tejo, 2014

E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mim um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mim vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloquo e corrente,
Porque de vossas águas, 
Febo ordeneQue não tenham inveja às de Hipocrene.



Dai-me uma fúria grande e sonorosa,

E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.



Invocação às TágidesCanto I, estrofes 4 e 5